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Como é a residência em Cirurgia Geral na USP-RP

É desafio que você quer? Seu sonho é atender pacientes complexos e que necessitam demais dos seus conhecimentos? Então a residência médica em Cirurgia Geral pode ser uma alternativa excelente pra você. Nesse caso, um dos programas a se considerar é o da residência em Cirurgia Geral na USP-RP.

Fachada do HCFMUSP-RP (Créditos: USP-RP/Reprodução)
Fachada do HCFMUSP-RP (Créditos: USP-RP/Reprodução)

Ela acontece no HCFMRP-USP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo) e, recentemente, passou a ter duração de três anos. É a oportunidade perfeita para estar em contato com grandes especialistas e desenvolver uma grande bagagem!

Vale lembrar que a residência médica em Cirurgia Geral é a que te dá o título de especialista, diferente da residência em Área Cirúrgica Básica, que dura dois anos, em que o título de especialista só vem depois que você termina uma subespecialidade, como Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Torácica, entre outras.

Pra te ajudar a decidir, conversamos com o Jean, residente do segundo ano de Cirurgia Geral na instituição. É importante ressaltar que a mudança no programa de Cirurgia Geral começou a valer só em 2019, então para quem já era R1 na época, como é o caso dele, continuou valendo a duração de dois anos. Enfim, vamo lá?

Alexandre: Vou começar com uma pergunta que sei que é muito pessoal, mas é inevitável: para você, qual é o melhor estágio da residência em Cirurgia Geral na USP-RP?

Jean: Estágio na Unidade de Urgência e Emergência do HCRP. Lá é onde temos a oportunidade de lidar diretamente com todo tipo de trauma (desde os leves até os mais complexos) e temos uma enorme gama de recursos de ponta para lidar com todos eles. É lá também que manejamos e operamos pacientes agudamente graves (por exemplo, apendicite, diverticulite, aneurismas rotos, obstrução intestinal e muitos outros casos que necessitam de avaliação rápida). Dentro da residência de Cirurgia Geral, é o estágio com maior carga de trabalho e de cobrança, e também onde você mais agrega conhecimento no atendimento e no manejo de pacientes complexos.

Alexandre: Tem algum médico assistente que você considere sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê?

Jean: Dr. Gustavo Urbano. Um cirurgião geral e proctologista com conhecimento técnico e prático invejável, além de uma pessoa sensacional e companheira. Um grande amigo e colega de profissão que tem o respeito de todos.

Alexandre: Conta um pouco sobre onde vocês rodam ao longo de toda a residência.

Jean: Nossa residência é bem completa quanto às subespecialidades. Rodamos em todas. No R1, passamos por Unidade de Emergência, Fígado, Cirurgia Torácica, Proctologia, Gastrocirurgia, Cirurgia plástica e Unidade de Queimados. No R2, novamente pela Unidade de Emergência, e também por Cirurgia de Cabeça e Pescoço, CTI, Vascular, Cirurgia Plástica, Cirurgia Torácica, Cirurgia Pediátrica, Urologia e Proctologia. Além disso, durante os 2 anos, rodamos em outros hospitais secundários de menor complexidade e com ótimo fluxo cirúrgico, como Hospital Estadual de Ribeirão Preto, Hospital Estadual de Américo Brasiliense e Santa Casa de Sertãozinho.

Alexandre: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Jean: Sim, há um período no segundo ano em que é possível realizar estágio eletivo.

Alexandre: A residência em Cirurgia Geral na USP-RP respeita, de uma forma geral, as 60 horas semanais? Conta pra gente qual é a carga máxima de plantão que você dá e se tem algum período de descanso pré ou pós-plantão.

Jean: Não, trabalhamos em torno de 95 horas semanais. Todos os dias sempre há 1 R1 e 1 R2 de plantão no HC. Há pós-plantão geralmente no período da tarde. Exemplo: seu plantão acabou às 7h. Você volta para seu estágio, evolui enfermaria, vê pacientes, prescreve etc. Acabando essa parte, está liberado o resto do dia.

Alexandre: De 0 (nada) a 10 (demais), quanto a sua residência foca em parte teórica? Aproveita e conta pra gente quais atividades teóricas você tem.

Jean: Daria um 9. Temos aulas semanais com docentes, discussões completas de casos durante ambulatórios, visitação e aulas de residentes.

Alexandre: Aproveitando o embalo, também de 0 (nada) a 10 (demais), quanto sua residência foca na parte acadêmica?

Jean: 10, com certeza.

Alexandre: Quais são os pontos fortes da residência em Cirurgia Geral na USP-RP?

Jean: Excelente aprendizado no manejo de pacientes muito graves e complexos. Contato com as tecnologias mais avançadas em todas as especialidades. Ótima consolidação no mercado.

Alexandre: E tem algum ponto que você acha que poderia melhorar?

Jean: Cirurgião gosta sempre de operar, né… Então, claro, poderia aumentar o número de cirurgias feitas.

Alexandre: Acha que dá para conciliar a residência médica com plantões externos? A maioria faz isso?

Jean: Durante o R1, é impossível. Quase não há dias livres. Durante o R2 há mais dias livres nos quais muita gente consegue dar plantões externos.

Alexandre: Quais “comodidades” a sua residência disponibiliza?

Jean: Temos café, almoço e jantar sempre disponíveis em todas as instituições, e de excelente qualidade! Já moradia não tenho conhecimento para dizer.

Alexandre: Você é de São Paulo, porém, conhecem alguém que não é de São Paulo e que voltou ao seu estado de origem depois da residência? Acha que é possível se inserir bem?

Jean: Sim, há vários exemplos de residentes formados que estão trabalhando e bem inseridos nos locais de origem. Por nossa residência ser muito completa e de alta complexidade, conseguimos nos encaixar em qualquer nível de complexidade.

Alexandre: Última pergunta. Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a sua residência que a gente não perguntou?

Jean: No geral, a residência em Cirurgia Geral na USP-RP é muito completa, e vai te dar uma bagagem enorme e de suma importância para a subespecialidade. Como em toda grande instituição, devido à complexidade dos casos, os procedimentos acabam sendo prioritariamente dos R+, então aqui acabamos operando menos do que nos locais onde se preza mais a “tocação de serviço”.

Gostou de saber mais sobre como é fazer residência em Cirurgia Geral na USP-RP?

Uma das grandes vantagens dessa especialização é a complexidade dos casos. Você tem acesso a quadros variados e pode construir conhecimento em várias frentes. Assim, você acaba saindo da residência mais preparado e competitivo, pronto para ser um médico de destaque!

Se você já decidiu que quer fazer residência na USP de Ribeirão Preto, então é hora de começar a se preparar para a prova de residência médica da USP-RP. Vale lembrar que essa é uma prova que tem fama de não ser nada fácil, então aproveita que a gente tem um Guia Estatístico da USP-RP prontinho, mostrando quais são os seis focos que mais caíram em cada grande área nos últimos cinco anos! Aliás, para saber quanto ganha um cirurgião geral e qual o salário das subespecialidades cirúrgicas, confira este artigo

E caso você ainda não esteja decidido sobre a instituição em que quer fazer a residência médica em Cirurgia Geral, dá uma olhada nos outros artigos aqui do blog, pois vamos falar sobre como é o programa nas principais instituições de São Paulo. Inclusive já falamos sobre como é a residência em Cirurgia Geral na USP de São Paulo, na Unifesp e na Santa Casa. Além disso, publicamos sobre as instituições mais buscadas para fazer residência em Cirurgia Geral em SP. Tá sentindo falta de alguma? Então deixa aqui nos comentários sobre qual você quer saber mais!

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.