Como é a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp

Você sabe como funciona a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp? Essa especialização, que dura 3 anos, inclui atuação em diversas áreas e vários dias de plantão. Os residentes passam por estágios com duração de um a dois meses com palestras e seminários, além de terem aulas sobre temas relacionados à área de Ginecologia e Obstetrícia.

Vale ressaltar que a Unicamp é uma das instituições mais buscadas para se fazer Ginecologia e Obstetrícia em SP. Não é pra menos: o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), por onde passam os residentes, é referência regional no cuidado da saúde da mulher e do recém-nascido, além de ser um destaque nacional no tratamento de câncer ginecológico e mamário. 

Sabemos que é difícil compreender como realmente é a vivência dos alunos durante a residência. Afinal, somente o indivíduo que está imerso naquela situação pode relatar com detalhes e convicção os dias no estágio. É exatamente por esta razão que conversamos com a residente Érica, que é R3, para nos contar sobre a residência. 

Se você está pensando em seguir nessa carreira, venha com a gente e descubra a relevância da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia.

Fachada do CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mullher), onde é realizada a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp
Fachada do CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mullher), onde é realizada a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp

Joana: Vamos começar com uma pergunta pessoal, mas que todo mundo quer saber: na sua opinião, qual o melhor estágio da residência e por quê?

Érica: O estágio de Obstetrícia. Essa especialidade é muito forte no CAISM, temos nosso pré-natal de alto risco e pré-natal especializado (medicina fetal, endocrinopatias, distúrbios hipertensivos e patologias gerais). Passamos 4 meses dos 3 anos atendendo gestantes de alto risco com as mais variadas patologias. Como somos um hospital terciário, posso dizer que temos contato com praticamente todas as patologias em gestantes.

Além disso, temos 3 meses de estágio no Centro Obstétrico, onde aprendemos a fazer parto (vaginal ou cesárea), o que nos dá muita experiência. Sem contar os plantões da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, em que atendemos no pronto atendimento e também cuidamos do centro obstétrico.

Joana: Você conheceu algum médico assistente que considera exemplar para sua formação? Por quê?

Érica: O Dr. Luiz Baccaro, um exemplo de pessoa e profissional. Excelente em conteúdo, prática, didática e tratamento aos residentes.

Joana: Você pode compartilhar um pouco sobre como funciona a residência? Por onde vocês rodam ao longo do programa?

Érica: O ano é dividido em 13 estágios, incluindo férias. No R1 da residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp, temos dois estágios de pré-natal de alto risco, dois de centro obstétrico e um de pronto atendimento de obstetrícia. Além de um estágio de pronto atendimento de ginecologia e oncologia, enfermaria de alojamento conjunto e outro de ambulatório geral de ginecologia. Em seguida, temos um de centro cirúrgico de Ginecologia, um de Unidade Básica de Saúde e dois no Hospital Estadual de Sumaré, centro obstétrico e enfermaria.

No R2, temos um estágio de pré-natal especializado, um ambulatório de especialidades em ginecologia, um de enfermaria de ginecologia e outro de enfermaria de oncologia clínica. Além de um estágio em pronto atendimento em obstetrícia, um de pronto atendimento em ginecologia e oncologia e outro em centro cirúrgico mastologia. Temos também um estágio de centro cirúrgico oncologia pélvica, um de centro obstétrico, dois de centros cirúrgicos (Caism e HES) e um de cobre folga.

No R3, temos um estágio em pré-natal especializado, um de medicina fetal, um de UTI, um de ultrassonografia e outro de ambulatório de especialidades em ginecologia. Depois, temos um estágio de centro cirúrgico, um de enfermaria de patologias obstétricas e outro de enfermaria de oncologia cirúrgica. Por fim, um estágio de centro cirúrgico mastologia e outro em cirúrgico pélvica, além de um de cobre folga e outro de estágio optativo.

Joana: Há estágios eletivos na sua residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp? Existe a possibilidade de fazer estágio fora do país?

Érica: Sim! Na residência tem o estágio optativo no terceiro e último ano da residência. Esse estágio, em especial, tem a possibilidade de ser cursado totalmente no exterior.

Joana: Outro assunto: na sua residência, de forma geral, as 60 horas semanais são respeitadas? Se fosse para dar um valor geral, você trabalha quantas horas por semana?

Érica: As 60 horas por semana não são respeitadas. As horas semanais costumam variar. Por exemplo, no R1 tem estágios com 84 horas semanais e, no R3, 40 horas semanais. Tudo isso depende da programação do estágio.

Joana: E qual a carga máxima de plantão na sua residência? Existe algum período para descansar antes ou depois do plantão? Explica para a gente como isso funciona.

Érica: A carga máxima de plantão é no R1, com aproximadamente 924 horas por ano. No R1, temos a tarde do dia seguinte ao plantão de folga. Já no R2 e no R3, temos o dia inteiro do pós-plantão de folga para descansar.

Joana: De 0 (nada) a 10 (demais), o quanto a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp foca na parte teórica? Aproveita e conta pra gente as principais atividades teóricas que você tem.

Érica: Minha nota pra isso é 6. Na residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, tenho aulas semanais de 1 hora de duração sobre temas diversos. Além disso, há discussões de artigos atuais a cada 15 dias. As avaliações, assim como a prova do conteúdo teórico, acontecem de forma trimestral.

Joana: E para o foco na parte acadêmica, que nota você daria?

Érica: Nesse caso, a nota é 10. Temos que realizar TCC ao final do curso. Todos os professores são muito focados em pesquisa e publicações de artigos.

Joana: Quais os pontos fortes da residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp? Considere a base teórica, parte prática e consolidação no mercado. Queremos saber tudo dessa parte!

Érica: É um local excelente para conhecimento prático. Somos responsáveis por todos os partos e muitas cirurgias eletivas que o hospital realiza. Sem falar que estamos sempre muito atualizados sobre as novidades e atualizações sobre os diversos temas em Ginecologia e Obstetrícia.

Joana: Quais pontos você acha que a residência precisa melhorar?

Érica: Na residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp, acredito que a assistência em oncologia clínica poderia ser aprimorada para os estudantes.

Joana: Dá pra conciliar a residência com plantões externos? A maioria dos estudantes consegue fazer isso?

Érica: Sim. No R1 é mais difícil ter horas livres, mas a partir do R2 tive mais tempo e consegui fazer matrícula em uma academia, frequentá-la e também dei atenção a outros hobbies.

Joana: A sua residência disponibiliza quais comodidades para os residentes?

Érica: Temos um refeitório que fornece nossas refeições gratuitamente dentro do hospital.

Joana: Você não é natural do estado em que faz a residência e não deseja retornar para sua cidade de origem depois. Contudo, você conhece alguém que voltou ou pretende voltar para sua cidade de origem? Acha que é possível se inserir bem no mercado?

Érica: Sim! Todos os alunos da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp saem muito bem formados dessa instituição. Conseguimos facilmente nos inserir no mercado de trabalho.

Joana: Última pergunta. Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp que a gente não perguntou?

Érica: É a melhor residência de Ginecologia e Obstetrícia do Brasil!

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp?

A residência é uma etapa fundamental para garantir seu futuro profissional. Apesar de tantas incertezas, experiência e conhecimento são dois fatores que transformam a vida dos discentes que vão começar a entrar no mercado de trabalho. Com essa vivência na Unicamp, eles conseguem reforçar e colocar em prática todo o conteúdo aprendido em sala de aula.

É possível encontrar em nosso blog postagens sobre outros programas de residência, além da residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp, como na USP e na USP-RP. Caso você queira entender como funciona alguma residência de área específica, deixa um comentário que a gente responde!

E você, está se preparando para a prova da residência? Então confira agora mesmo nosso artigo que conta tudo sobre a prova da Unicamp, direto ao ponto. Estude, mantenha a calma e se dedique nos estudos, essa é a única forma de alcançar seus sonhos! Pra te ajudar a chegar lá, tenho uma dica de ouro: baixe o nosso e-book do Guia Estatístico da Unicamp que mostra os principais temas das 5 grandes áreas que caem na prova!

Quer mais uma dica? O Extensivo São Paulo é nosso curso preparatório que rola durante o ano todo, e que oferece videoaulas com os conteúdos que você precisa saber pra ser aprovado nas instituições mais concorridas de SP!

Além das aulas, temos também o app da Medway, com milhares de questões comentadas e provas na íntegra, guias estatísticos com os temas que mais caem nas principais provas e um bônus massa: acesso ao Intensivo a partir de julho de 2021! Pra conhecer todas as vantagens do Extensivo e garantir sua inscrição, clique aqui!

Ah, e se você quer saber ainda mais sobre o assunto, é bom dar uma olhada no podcast Finalmente Residente. Nele, recebemos convidados que falam sobre suas vivências nas mais variadas residências e instituições do país! O mais interessante nisso tudo é que você pode ouvir a voz da experiência e conhecer os principais aspectos dessa etapa por meio de quem vive (ou viveu) com afinco a vida de residente. O Marcos Marangoni, por exemplo, contou um pouco pra gente sobre a residência em Ginecologia e Obstetrícia na Unicamp. Ele é fera, então, corre lá pra conferir!

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Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.