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Como é a residência em Medicina de Emergência na Unicamp

Você conhece a residência em Medicina de Emergência na Unicamp? Essa área da Medicina é uma especialidade que requer treinamento e formação excepcionais.

É uma área relacionada a situações emergentes, como o atendimento de pacientes que acabaram de sofrer acidentes, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral. Esses  pacientes se encontram em situação de gravidade, precisam de atenção médica o mais rápido possível. Médicos oferecem tratamento apropriado, estabilizando os pacientes, iniciado as condutas mais imperativas no momento e garantindo um suporte intensivo até que o paciente se recupere ou seja transferido para um leito de internação.

Mas atenção porque, como já comentamos aqui no blog, nem só de plantão vive essa especialidade.

Pra te contar tudo sobre a rotina dessa especialização, entrevistamos o Christian, que é R3 na residência em Medicina de Emergência na Unicamp. Aproveite as informações e tire suas dúvidas!

Fachada do Hospital de Clínicas, onde é realizada a residência em Medicina de Emergência na Unicamp

Alexandre: Vou começar com uma pergunta bastante pessoal, mas que é curiosidade de todo mundo. Na opinião geral, qual o melhor estágio da sua residência e por quê?

Christian: O melhor estágio na residência em Medicina de Emergência é o estágio de Sala Vermelha, que é nosso habitat natural. Nesse espaço tudo pode acontecer. Bem como o estágio de Anestesiologia, pela grande quantidade de procedimentos.

Alexandre: Tem algum médico assistente que você considere exemplar para sua formação? Por quê?

Christian: Sim! Os médicos Tiago Grangeia, Marcelo Schweller e Diego Lima, da residência em Medicina de Emergência. Eles oferecem atendimento humanizado e possuem didática impecável durante os ensinamentos na prática.

Alexandre: Pode contar um pouco onde vocês passam ao longo de toda a residência em Medicina de Emergência na Unicamp?

Christian: No R1 da residência em Medicina de Emergência, rodamos em Pronto-Socorro, Cardiologia, Psiquiatria, Neurologia, Cirurgia Geral, GO, Anestesio, UTI e Retaguarda. O foco é principalmente adquirirmos toda a base do conhecimento de cada especialidade no que tange ao cuidado do paciente de emergência.

No R2 passamos novamente em Cirurgia, UTI e Pronto-Socorro, dessa vez ajudando a orientar os R-, iniciando um conhecimento sobre a organização de equipes. Além de termos conteúdos novos no estágio de pré-hospitalar (GRAU), Ortopedia, Radiologia, Nefrologia e UTI pediatria.

No R3 passamos novamente em PS clínica, PS trauma, UTI clínica e UTI trauma, como coordenadores de equipe multidisciplinar. Adquirimos novas informações em áreas como Centro de Tratamento de Queimados, PS pediatria e SAMU, com planos de termos um estágio em Oftalmologia e Otorrinolaringologia emergencial. Por fim, no segundo e terceiro ano, temos o total de 3 meses de optativo, no qual cada residente tem a total liberdade de escolher uma área ou assunto que lhe interessa. Tudo isso visando a formação específica do futuro emergencista.

Alexandre: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível cursar algum período da residência fora do país?

Christian: Existem três estágios optativos no currículo da residência em Medicina de Emergência. Um estágio no R2 e outros dois no R3. Há possibilidade de cursar esses estágios eletivos no exterior. Inclusive, tenho colegas que optaram por cursá-los em Portugal e em Viena. Devido às questões da pandemia e por escolha pessoal, optei por fazer toda a residência em território nacional.

Alexandre: A residência em Medicina de Emergência na Unicamp, de uma forma geral, respeita as 60h semanais?

Christian: Sim, pelo menos na minha residência esse tempo é respeitado.

Alexandre: E qual a carga máxima de plantão que você oferece na residência? Aproveite para nos explicar se há período de descanso pré ou pós-plantão.

Christian: Ao contrário de grande parte das residências, nosso foco é no aprendizado e ensino, não na prática. Grande parte dos estágios de emergência, como UTI e PS, tem carga horária de plantão diurno. Por isso temos apenas alguns plantões e poucos estágios, cerca de 25 plantões por ano, com período de pós-plantão em que permanecemos apenas meio período no dia seguinte.

Alexandre: De 0 (nada) a 10 (demais), quanto sua residência tem focado em parte teórica? Para entender melhor sua nota, conta pra gente quais são as principais atividades teóricas ao longo da sua residência.

Christian: Minha nota é 10. Toda tarde de sexta-feira é dedicada para o curso teórico. Independentemente do estágio, estamos liberados nesse período para discussão de caso clínico, aula expositiva, simulações e kahoot. Temos também uma plataforma online com conteúdo de aulas, desafios de ECG, Journal Club e visitas virtuais.

Alexandre: Aproveite para dar outra nota. De 0 (nada) a 10 (demais), quanto sua residência tem focado na parte acadêmica? Conta mais pra gente sobre como você enxerga o foco na parte acadêmica na instituição em que você faz residência.

Christian: Para isso, minha nota é 8. Apesar de termos um horário certo para curso teórico e para fazermos o TCC, ainda precisamos aumentar as discussões de artigos como um todo. Isso levando em consideração que a Medicina é totalmente baseada em evidências.

Alexandre: Quais os pontos fortes da residência em Medicina de Emergência na Unicamp? Considere a base teórica, prática, consolidação no mercado. Pode aprofundar isso pra gente?

Christian: A residência em Medicina de Emergência tem serviço terciário, com casos de alta complexidade. Foca totalmente no aprendizado e tem boa flexibilidade de carga horária, além de alta variabilidade nas especialidades e estágios. Há uma ótima relação interpessoal com outras equipes, como cirurgia, ortopédica e pediatra. Sem esquecer de mencionar a oportunidade dos alunos participarem da elaboração de protocolos institucionais e as ofertas de trabalho constante por todos os profissionais que conhecemos na instituição. E estou falando de emergência, né? Tem uma adrenalina que nenhuma outra área da medicina pode oferecer. Fica a dica!

Alexandre: E tem algum ponto que você acha que poderia melhorar?

Christian: Sugiro que sejam melhorados, na residência em Medicina de Emergência na Unicamp, os estágios D3 PS em pediatria, que ainda tem baixa demanda. Vale lembrar que os estágios de oftalmologia e otorrinolaringologia ainda não estão oficializados. Ou seja, temos uma equipe muito disposta, mas pequena, que precisa de novos membros discentes capacitados para ampliarmos o curso teórico e espaço virtual como um todo.

Alexandre: Dá pra conciliar a residência com plantões externos? A maioria faz isso?

Christian: Dá sim! É muito cansativo, mas é uma prática de todos os residentes ter uma “gordurinha pra queimar”. Nos estágios mais leves, dá pra dar aquele plantãozinho sossegado e ganhar uma remuneração extra no mês. 

Alexandre: Quais são as comodidades oferecidas pela residência em Medicina de Emergência na Unicamp? Fala pra gente como é a alimentação e o processo de seleção para moradia, se houver.

Christian: Vale-refeição, auxílio moradia e cafezinho à vontade na copa. Moradia é oferecida pela UNICAMP, tem poucas vagas, pois inclui a faculdade. Por isso, muitos residentes decidem dividir contas e alugar apartamentos e kitnets, o que sai em conta.

Alexandre: Você não é de SP e não pretende voltar para sua cidade de origem. Você conhece alguém que voltou ou pretende voltar? Acha que é possível se inserir bem no mercado?

Christian: Conheço algumas pessoas. Tem como sim, mas geralmente as melhores oportunidades de emprego surgem dos profissionais que você conheceu durante a residência. Por outro lado, poucos lugares vão negar alguém com residência na UNICAMP no currículo.

Alexandre: Agora sim, estamos na última pergunta. Tem mais alguma coisa que você gostaria de contar sobre sua residência que não foi perguntado?

Christian: Independente do que você escolher, veja sentido naquilo que pretende fazer. Essa é a chave para se sentir feliz na residência. Ser capaz de atender qualquer indivíduo, em qualquer lugar, seja no pré-hospitalar, na sala vermelha, na UTI, em qualquer intercorrência grave. Para mim, isso faz todo sentido, apesar dos momentos difíceis que estão sujeitos a acontecer, tudo ainda faz parte do aprendizado.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a residência em Medicina de Emergência na Unicamp?

Agora que você já sabe melhor como funciona a residência em Medicina de Emergência, não perca mais tempo. Aproveita que está no Blog e dá uma olhada também em como funciona essa especialização lá na USP!  Quem sabe o seu futuro está nessa rotina tão desafiadora? A gente também tem publicado muitas entrevistas por aqui, então dá uma navegada no nosso site! E se quiser saber sobre alguma especialidade diferente, vem de comentário, bebê! 

Pra você, que já está se preparando de corpo e alma para as próximas provas de residência, eu tenho algumas ajudas: primeiro, veja  esse artigo que conta tudo sobre a prova da Unicamp, direto ao ponto. Depois, baixe o nosso e-book do Guia Estatístico da Unicamp que mostra os principais temas das 5 grandes áreas que caem na prova.

E pra finalizar: aqui na Medway, a gente tem a missão de te ajudar a entrar na residência que você realmente quer! Por isso, não pensa duas vezes e vem conhecer o Extensivo São Paulo, nosso curso preparatório que rola durante o ano todo e oferece videoaulas com os conteúdos que você precisa saber pra ser aprovado nas instituições mais concorridas de SP. 

Além das aulas, temos o já mencionado app da Medway, com milhares de questões comentadas e provas na íntegra, guias estatísticos com os temas que mais caem nas principais provas e um bônus massa: acesso ao Intensivo a partir de julho de 2021! Pra conhecer todas as vantagens do Extensivo e garantir sua inscrição, clique aqui!

Até mais!

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Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.