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As instituições mais buscadas para fazer residência em Medicina de Emergência em São Paulo

A Medicina de Emergência é uma área que, apesar de nem sempre ter o glamour apresentado em várias séries de TV, não deixa de ser fascinante. Repleto de casos complexos, diversos e com um estímulo enorme à evolução, o pronto-socorro é um sonho para muita gente. Mas é claro que, com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Muitas vezes, o médico de emergência é o fator decisivo entre a vida e a morte, o que significa que é necessária uma boa preparação — e é aí que entra a residência em Medicina de Emergência!

É possível que você ainda não tenha certeza de onde gostaria de se especializar, uma dúvida bastante comum entre muito médico por aí. Mas fica tranquilo que estamos aqui para te ajudar com esse conflito! No post de hoje, vamos falar um pouco de cada uma das cinco instituições mais procuradas por pessoas que, assim como você, desejam fazer a residência em Medicina de Emergência em São Paulo. Afinal, ao contrário do que muita gente pensa, nem só de plantão vive o especialista em Medicina de Emergência e essa área tem sido cada vez mais procurada.

Quem sabe essa lista não te ajuda a fazer sua escolha com mais segurança? Bora lá!

Unifesp

Pra abrir a lista, vamos falar da tradicional Escola Paulista de Medicina (EPM), da Unifesp — cuja prova, inclusive, aconteceu bem recentemente!

Fachada do Hospital São Paulo, onde são realizadas as atividades da residência em Medicina de Emergência da Unifesp
Fachada do Hospital São Paulo

As atividades da residência em Medicina de Emergência da Unifesp são desempenhadas no Hospital São Paulo, ao longo de 3 anos. É o maior hospital universitário do Brasil, proporcionando uma rotina rigorosa e repleta de aprendizado para os residentes. Neste ano foram oferecidas 6 vagas, com uma concorrência de 13 candidatos para cada uma!

Uma observação: no edital 2021, a Unifesp trouxe vários pontos relacionados à adaptação das provas para o processo seletivo com entrada em 2021. A instituição contou com, além da prova teórica e da análise curricular, uma prova prática informatizada e com uma etapa de entrevistas que ainda está por acontecer, no dia 10 de janeiro!

USP

Não é uma surpresa pra ninguém, né? Uma das instituições mais renomadas de toda a América Latina – e dona também do maior complexo hospitalar de toda essa região — a USP é um modelo no que diz respeito à residência em Medicina de Emergência. O Hospital das Clínicas da FMUSP, junto ao Hospital Universitário da USP, realiza mais de 1 milhão de consultas ambulatoriais, 232 mil atendimentos e 50 mil cirurgias por ano!

Fachada do HU da USP, um dos locais onde são realizadas as atividades da residência em Medicina de Emergência da faculdade
Fachada do HU da USP

A rotina de quem faz residência em Medicina de Emergência por lá também é ótima para acumular experiência e “pegar mão” de vários procedimentos. Durante o R1, os residentes passam por estágios para aprendizado e consolidação de conceitos básicos e avançados: sala de emergência, porta do pronto-socorro, retaguarda do PS, enfermaria do PS, unidade semi-intensiva do PS, UTI, PS de pediatria, PS secundário, PS cirúrgico e um estágio no centro cirúrgico para ganharmos experiência com intubação e punção lombar.

Já no R2, há um afunilamento para especialidades, porém sempre vendo as emergências dessas especialidades: sala de emergência, UTI, ortopedia, otorrino, oftalmo, PS pediatria, PS secundário, PS cirúrgico, GRAU (pré-hospitalar do corpo de bombeiros), eletivo.

Por fim, no R3, os residentes passam pelo PS cardiológico (Incor), PS oncológico (ICESP), PS pediatria (ICR), ortopedia, PS cirúrgico, PS ginecologia e obstetrícia, Gestão Hospitalar (Einstein e HC) e eletivo.

Se você quiser saber com mais profundidade como é a residência em Medicina de Emergência na USP, confere a entrevista que fizemos com o Bruno, que é R3 lá!

Segundo o edital de residência médica da USP 2021, vão ser oferecidas 22 vagas para essa especialização (provenientes de bolsas do Ministério da Saúde). Já a relação candidato/vaga ficou na casa dos 9 candidatos por vaga! 

Levando isso em conta, é melhor fazer uma boa preparação para a prova — que, vale lembrar, esse ano é diferente, pois não vai ter prova prática. E para isso a gente tem uma variedade de conteúdos que podem te ajudar! Pra começar, você pode dar uma olhada no artigo que publicamos contando tudo o que você precisa saber sobre a prova da USP e na correção que fizemos da prova objetiva, que aconteceu no dia 3 de janeiro de 2021!

Ah, e se você quer saber ainda mais sobre o assunto, é bom dar uma olhada no podcast Finalmente Residente. Nele, recebemos convidados que falam sobre suas vivências nas mais variadas residências e instituições do país! O mais interessante nisso tudo é que você pode ouvir a voz da experiência e conhecer os principais aspectos dessa etapa por meio de quem vive (ou viveu) com afinco a vida de residente. A Karina Turaça, por exemplo, contou um pouco pra gente sobre a residência em Medicina de Emergência na USP. Ela é fera, então, corre lá pra conferir!

Unicamp

Também reconhecida mundialmente pela sua qualidade de ensino e também uma instituição muito popular entre quem deseja fazer residência em Medicina de Emergência, temos a Unicamp

Além de ter um ensino de alto nível, a Unicamp tem um complexo hospitalar bastante completo, ideal para médicos de múltiplas especialidades. Para você que deseja a residência em Medicina de Emergência, no entanto, a ênfase vai ser, principalmente, no Departamento de Clínica Médica, tanto do Hospital Estadual Sumaré (HES) quanto do Hospital de Clínicas da universidade.

Hospital Estadual Sumaré, outro local onde é possível adquirir experiência após passar na residência em Medicina de Emergência da Unicamp
Fachada do Hospital Estadual Sumaré (HES) (Créditos: HES/UNICAMP)

Mas vale notar: o edital de residência médica da Unicamp 2021 também prevê algumas mudanças na prova nesta edição, que deixa de contar com prova prática e entrevista. Agora, só prova teórica e análise curricular!

O edital também revela que estão sendo oferecidas 4 vagas — mas ainda não temos números da concorrência para a Unicamp. Apesar disso, pode ter certeza: é hora de dar o melhor nessa reta final! Não vamos te deixar na mão: dá uma conferida no nosso artigo com tudo que você precisa saber sobre a prova da Unicamp.

SUS-SP

Um dos maiores processos seletivos do Brasil inteiro — não só em número de candidatos, mas também de instituições que participam —, não podíamos deixar de mencionar a prova de residência médica do SUS-SP! 

“Como assim instituições que participam?”. É que, no processo seletivo do SUS-SP são incluídos cerca de 50 hospitais! Isso, entre outras coisas, é o motivo de essa instituição ter algumas particularidades, como o tradicional leilão de vagas do SUS-SP

Nós explicamos direitinho como ele funciona em outro post, mas dando aquela resumida: aprovados no processo seletivo da instituição ganham o direito de escolher em qual hospital vão se especializar, baseado em suas classificações no exame. Simples, né?

Segundo o edital 2021, foram oferecidas 18 vagas para a residência em Medicina de Emergência, que tem duração de 3 anos. No total, 4 instituições receberam os residentes nesta edição: o Hospital Santa Marcelina, o Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Indaiatuba), a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Santos e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos.

E por falar em edital, como era de se esperar, pouca coisa mudou na estrutura da prova. O bom é que já te contamos tudo sobre a prova de residência do SUS-SP aqui no blog e ainda explicamos direitinho como funciona o já mencionado leilão de vagas, então confere lá!

Einstein

Agora vamos falar do Hospital Israelita Albert Einstein e sua residência em Medicina de Emergência!

O residente de Medicina de Emergência do Albert Einstein terá diferentes campos de estágio, proporcionando uma experiência global em emergência, nos campos de Cirurgia, Ortopedia, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Pré-Hospitalar e Pediatria, tanto em unidades privadas como públicas

As instituições mais buscadas para fazer residência em Medicina de Emergência em São Paulo
Vista do Hospital Albert Einstein

A grade da residência engloba rotação com a equipe de Ultrassom em Emergência do HIAE, treinando protocolos em casos clínicos e cirúrgicos como o Blue, Rush e Fast, além de otimizar toda a prática do POCUS, ou Point of Care Ultrasound, para te auxiliar em diagnósticos mais precoces e à beira-leito. O programa oferece diversos cursos complementares gratuitamente para os residentes, como ACLS, ATLS, PALS, Emergências Neurológicas, Abordagem inicial do paciente com Sepse, Via Aérea Difícil, Passagem de Acesso Venoso Central guiado por Ultrassom, entre outros, realizados no Centro de Simulação Realística e no Centro de Treinamento e Experimentação em Cirurgia do Hospital Israelita Albert Einstein.

Por fim, a relação candidato/vaga para Medicina de Emergência por lá, neste ano, foi de 24 candidatos para a única vaga oferecida pela instituição. Complicado, né? Mas não vai morrer na praia, hein!

E aí, deu pra dar aquela ajuda?

Agora na reta final, é mais importante do que nunca ter as instituições que você quer na ponta da língua, seja para a residência em Medicina de Emergência ou qualquer outra especialidade.

O caminho para a residência médica é repleto de decisões difíceis, mas esperamos que, falando um pouco sobre cada instituição, tenhamos te ajudado nessa escolha. 

Em todo caso, não deixa de acompanhar o nosso blog, pois estamos sempre postando conteúdos sobre os diferentes programas e provas das principais instituições de São Paulo

Só pra fechar: com a remoção da entrevista de vários desses processos seletivos, é fato que a análise curricular ganhou mais ênfase na segunda fase. Por isso, se você estiver se sentindo inseguro, dá uma conferida no nosso e-book Como ter um currículo padrão-ouro! Assim, você faz bonito na primeira e na segunda fases!

Ficou alguma dúvida? Deixa aí nos comentários que a gente responde!

Até mais!

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.