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Internato e residência são diferentes na Medicina?

Você já parou para pensar na diferença entre internato e residência? Cada uma dessas fases consiste em uma importante vivência para a formação do estudante de Medicina. Embora ambas envolvam a prática médica, elas acontecem em momentos distintos, com propósitos particulares e acrescentam diferentes olhares sobre a vida médica para o estudante.

E, sem dúvida alguma, é muito importante que o aluno aproveite muito bem as oportunidades oferecidas por elas. Afinal, são uma forma de entender o que acontece dentro de um hospital, da rotina intensa ao atendimento e acolhimento dos pacientes. Experiências que vão refletir em toda a carreira do médico, certo?

É hora de falar mais sobre como internato e residência são diferentes e o que eles oferecem a você. Continue a leitura!

Mas antes, temos uma dica para você que está prestes a encarar o internato, que é o nosso Guia de Procedimentos, um guia de bolso para você nunca mais passar aperto durante o internato na hora de realizar procedimentos médicos, contendo um passo a passo de todos eles!

Agora então, vamos ao que interessa!

Medicina: internato e residência

Primeiro, é importante mostrar sobre a diferença mais simples entre internato e residência. Enquanto o internato é uma fase da graduação em Medicina, que funciona como um estágio obrigatório, a residência médica é um tipo de especialização de pós-graduação.

Sendo assim, todo aluno do curso passará pelo internato. A residência médica é optativa, para quem quiser direcionar melhor a carreira, o que é bastante aconselhável não apenas para construir um bom currículo, mas até mesmo para garantir bons rendimentos ao longo da atuação.

Ainda é interessante evidenciar que a residência médica é diferente de uma pós-graduação lato sensu ou stricto sensu. Nestas, a duração é bem menor (cerca de três anos), e você pode fazer MBA, mestrado ou doutorado.

O que é o internato?

Agora, é preciso falar de maneira mais aprofundada sobre o internato. Ele consiste em uma das etapas mais importantes do curso de Medicina, e deve ser realizado com muito foco e dedicação por parte do aluno. Afinal, é a grande chance de aplicar, na prática, tudo o que foi visto de forma teórica ao longo do curso de Medicina.

E você sabe como ele acontece, de verdade? Talvez já esteja por dentro de alguns detalhes, já que é estudante do curso, mas é interessante prestar atenção em alguns pontos em especial. Olha só!

Qual é a carga horária do internato?

O internato acontece durante os dois últimos anos da graduação de Medicina. Segundo a determinação legal, o limite de carga horária para essa etapa do curso é de 40 horas semanais. A distribuição é feita ao longo da semana, e varia de acordo com a instituição.

O estudante pode ficar durante semanas ou meses em cada uma das áreas estudadas. Isso também varia, conforme a proposta do programa do curso e da instituição na qual o estudante faz o internato. Os plantões também fazem parte desta etapa e, em algumas universidades, os estudantes realizam o internato rural por um tempo, na qual é preciso passar alguns meses nas zonas rurais próximas.

Como é a carga teórica desse período?

A carga teórica é mínima no internato. Ela corresponde a apenas 20% do total do estágio, e pode acontecer no formato de aulas, reuniões e projetos de pesquisa simultaneamente à parte prática.

Isso não significa que o estudante deve parar de se dedicar a assuntos teóricos. Muito pelo contrário: revisá-los é uma forma de se preparar para a residência médica, que envolve uma prova teórica para entrar, além de reforçar o que é preciso para fazer a prática acontecer.

Por quais áreas o estudante vai passar?

O estudante passa pelas principais áreas da Medicina durante o internato. Por este motivo, ele é considerado como a parte mais intensa e mais importante de toda a graduação. As especialidades mais comuns presentes nesse período são:

  • Ginecologia e obstetrícia;
  • Clínica Médica;
  • Pediatria;
  • Cirurgia;
  • Saúde Coletiva;
  • Urgência e emergência;
  • Saúde da Família.

É claro que, a depender da instituição, outras especialidades podem fazer parte dessa lista. A intenção de passar por várias áreas no internato é permitir que o estudante entenda a rotina médica real. Eles examinam pacientes, avaliam hipóteses diagnósticas, consideram tratamentos, aprendem a importância da tomada de decisões, visualizam casos clínicos, determinam condutas que devem ser adotadas, entre outras responsabilidades essenciais ao dia a dia de um médico.

Onde o estudante pode fazer o internato?

O internato é realizado em hospitais, UBSs e ambulatórios que sejam da própria universidade ou sejam conveniados. A prática acontece sempre sob orientação e supervisão de um tutor responsável e de residentes das especialidades estudadas.

Nenhum procedimento é feito pelo estudante sem o devido monitoramento de um profissional experiente. Essa orientação, inclusive, serve para avaliar o desempenho dos alunos ao longo do internato e para fornecer todo o suporte necessário durante os desafios que surgem com a prática.

Quer se preparar melhor para os desafios que o Internato reserva?

Se você está buscando uma forma de se preparar melhor para essa fase, fica tranquilo! Sabemos que ingressar no internato é motivo de insegurança para muita gente. Afinal, colocar em prática os aprendizados dos primeiros anos da faculdade exige foco, conhecimento e habilidades. Foi por isso que fizemos um Curso Gratuito de Internato. São 16 aulas em um módulo único, em você vai aprofundar seus conhecimentos teóricos e se tornar mais resiliente para enfrentar todos os desafios que essa fase oferece. Clique AQUI e inscreva-se já!

O que é a residência?

A residência médica, por sua vez, funciona como uma pós-graduação. Você precisa ter se graduado para tentar uma vaga, mas não precisa fazer isso de imediato. Se preferir atuar como médico generalista durante um tempo e depois realizar a prova de residência, tudo bem.

A partir do momento em que você tem o título de especialista, passa a atuar exclusivamente na área escolhida. Seja na rede pública ou privada, em consultórios, clínicas ou à frente de seu próprio negócio. Tudo depende de suas ambições profissionais e oportunidades que gostaria de perseguir ao longo de sua carreira.

Mas, e na prática, como a residência médica funciona? Aqui estão algumas informações importantes caso você se decida por esse caminho.

Como é o processo seletivo da residência médica?

Para entrar para a residência médica, você primeiro precisa escolher a especialidade e a instituição na qual deseja estudar. Depois, deve ficar de olho no edital do processo seletivo e outros detalhes como datas de provas, prazo para envio de documentos e demais exigências.

O processo seletivo da residência é dividido em três etapas: prova prática, prova teórica e entrevista e/ou análise de currículo. Com a pandemia, algumas instituições passaram por mudanças que foram comunicadas em edital, mas normalmente você deve se preparar para todas essas fases.

Na prova teórica, o candidato geralmente responde a 100 questões de múltipla escolha, sobre as cinco grandes áreas da Medicina. Já na prova prática, é preciso passar por situações em cinco estações, algumas interativas, sob o olhar atento de um avaliador. A análise de currículo e entrevista, então, servem para confirmar sua experiência e seus objetivos como residente.

Vale lembrar que a residência é bastante concorrida. Então, é fundamental focar e se preparar bem para conquistar sua vaga. Acompanhar a quantidade de candidatos por vaga, realizar questões de provas antigas e conhecer a estrutura dessas provas são ótimas maneiras de começar a se inserir nesse mundo.

Qual é a carga horária máxima deste tipo de especialização?

A duração da residência médica varia de 2 a 5 anos, que são divididos em 60 horas semanais, que podem ou não incluir plantões. Tudo depende da especialidade que você quer cursar. Veja alguns exemplos:

  • Cirurgia cardiovascular: 5 anos
  • Cirurgia geral: 3 anos
  • Clínica médica: 3 anos
  • Dermatologia: 3 anos
  • Ginecologia e obstetrícia: 3 anos
  • Medicina do Trabalho: 2 anos
  • Neurocirurgia: 5 anos
  • Oftalmologia: 3 anos
  • Pediatria: 3 anos

Além disso, ao finalizar o período da especialidade escolhida, você pode adicionar mais anos para uma subespecialidade. Ou seja, é um período bastante longo de estudos e dedicação exclusiva. Vale ainda lembrar que você estará sempre dentro da instituição de sua escolha e com foco unicamente na área de especialização.

Qual a diferença entre acesso direto e com pré-requisito?

Por fim, vale a pena evidenciar a diferença entre residência de acesso direto e com pré-requisito. Nas especialidades de acesso direto, o médico pode entrar assim que sair da graduação, sem nenhuma exigência prévia.

Nas especialidades com pré-requisito, porém, é preciso que ele curse determinada especialidade primeiro, em uma das áreas bases da Medicina. Por exemplo, para cursar Cardiologia, é preciso ter os três anos de Clínica Médica cursados.

Conseguiu entender a diferença entre internato e residência?

Como você pode ver, internato e residência têm uma grande importância para o profissional da Medicina. Enquanto os dois últimos anos da graduação, que correspondem ao internato, permitem que o aluno aplique seu conhecimento e se adapte à realidade da profissão, a residência é o que permite a especialização e o sonho de seguir carreira em uma área de preferência.

Mas há também algo em comum entre essas duas fases: o modo como elas provam que teoria e prática devem caminhar lado a lado na vida médica, concorda? Somente com as duas frentes em sintonia é possível se tornar um médico atualizado, atento, humano e completo. Por isso, foco nos estudos e nas oportunidades que você terá para ser reconhecido, sempre, por sua competência!

E sabe o que pode ajudar você, na graduação, internato e residência? Estudar por questões, para direcionar seu foco e ajudar a ter bons resultados nas provas e processos seletivos. Não sabe por onde começar?

Baixe o aplicativo da Medway! Por lá você encontra uma série de questões atuais e comentadas, que podem ser filtradas por temas, dificuldade, entre outros. Aproveite!

Até a próxima, galera!

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.