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Paralisia flácida aguda: como manejar no PS?

Quer saber como manejar uma paralisia flácida aguda na emergência? Então, veio ao lugar certo. Fazendo a leitura deste texto, você vai ficar por dentro de tudo a respeito do tema e se tornar um craque no assunto. E aí, tá preparado? Então, continue a leitura com a gente!

Muito além de saber reconhecer essa patologia, é importante saber tratá-la, bem como estar atento aos sinais de gravidade. Para isso, vamos ilustrar nosso texto com um pequeno caso. Imagine o seguinte:

“Jovem, 28 anos, trazido ao PS por ter sofrido queda da própria altura há minutos. Paciente estava reclamando de formigamentos constantes em mãos e pés, bilateral e simétricos, há um dia. Hoje, houve piora da fraqueza nos membros inferiores, não conseguindo se manter em ortostase. Pais negam comorbidades, porém, há histórico de ‘geca’ há 4 semanas.”

Já pensou se deparar com um caso desse no seu plantão? Complicado, né? Diante dessa situação, surgem várias perguntas: “Será que devo chamar o neuro com urgência?”, “Chamo a equipe do trauma?”, “Existe algo que eu possa fazer de cara?” 

Todas essas perguntas vão ser respondidas ao longo do texto. Vamos lá!

Saiba mais sobre a paralisia flácida aguda
Saiba mais sobre a paralisia flácida aguda

O que é paralisia flácida aguda? 

Quando nos referimos ao termo ‘’paralisia flácida aguda’’, estamos falando de uma situação na qual o paciente, em decorrência do processo inflamatório ou infeccioso, apresenta perda ou disfunção na unidade motora

Portanto, a partir de dados da anamnese e exame físico, iremos buscar informações para topografar o local da lesão, seja ela no corno anterior da medula, nervo periférico, junção neuromuscular ou no músculo.

O paciente a qual iremos ‘’colocar’’ na gaveta da sindrômica da paralisia flácida aguda é aquele que chega ao PS se queixando de fraqueza muscular de rápida instalação associado à alteração no tônus muscular nos reflexos profundos. 

A causa mais comum de paralisia flácida aguda no mundo é a síndrome de Guillain-Barré, uma doença que afeta os nervos periféricos, causando fraqueza ascendente de predomínio distal para proximal, associado a hiporreflexia, hipotonia muscular, hipoestesia e disautonomia.

Como realizar o primeiro atendimento e manejo do paciente com paralisia flácida aguda?

Lembram-se do nosso caso do início do texto, do jovem de 28 anos? A hipótese mais forte para ele no momento é a síndrome de Guillain-Barré. Primeiramente, devemos lembrar que estamos no PS e, dessa forma, precisamos observar se nosso paciente necessita de intervenções imediatas. 

1. Verifique se há sinais de falência respiratória: a fraqueza muscular é progressiva e ascendente. Eventualmente, a musculatura diafragmática ou da parede torácica podem ser afetadas e o paciente pode necessitar de ventilação mecânica. 

Fique atento a sinais como incapacidade de tossir, manter-se em ortostase e com dificuldade de levantar a cabeça, pois isso pode indicar falência respiratória.

2. Atente-se à hemodinâmica: o paciente pode apresentar sinais de disautonomia, como taquicardia sinusal, arritmias, bradicardia, sudorese excessiva e alternância entre hipo e hipertensão. 

Algumas alterações podem se mostrar sustentadas e necessitam de pronta intervenção, como a bradicardia sustentada (atropina ou marca-passo). Contudo, devido ao caráter flutuante da disautonomia, não devemos tratá-la de maneira agressiva.

3. Verifique o 5° sinal vital: a presença de dor é frequente e, portanto, necessita de intervenção. Pode-se lançar mão da Gabapentina e pregabalina na fase aguda da doença.

4. Lembre-se da imobilidade prolongada: esse paciente tem alteração motora. Dessa forma, lembre-se da profilaxia para trombose venosa profunda, prescrevendo dose profilática de heparina e meias compressivas. 

Sua missão no PS é estabilizar esse paciente, e o tratamento inicial é suporte. Esse paciente com quadro de paralisia flácida aguda apresenta indicação de internação hospitalar, pois o sucesso de seu tratamento necessita de uma equipe multidisciplinar. 

Caso ele tenha alterações tanto respiratórias quanto cardiovasculares, será prudente solicitar vaga em UTI.

Durante a internação, os casos com acometimento motor grave podem ser tratados  com uso de imunoglobulina intravenosa (0,4g/kg/dia por 5 dias consecutivos) ou plasmaférese (4 a 6 sessões em dias alternados).

É isso!

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LuizCésar

Luiz César

Nascido em 1990, em Cuiabá-MT, formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em 2020. É oficial médico temporário no 37° Batalhão de infantaria leve e aguarda ansiosamente para iniciar sua residência em Medicina de Emergência na Universidade de São Paulo (USP - SP).Amante da adrenalina se interessa por resgate aeromédico, usg-point of care e medicina de áreas remotas.