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Pode ter falta no internato?

A graduação em Medicina é composta por estudos teóricos, nos períodos iniciais, e estudos voltados para a prática médica nos períodos consecutivos. Também é dividida por 3 ciclos: básico, clínico e internato. De acordo com essa ordem, o internato é o último ciclo e o mais importante para a formação profissional do aluno, porque é totalmente prático e é a fase que o aluno “aprende a ser médico”.

No internato o aluno estuda constantemente para a graduação e, muitas vezes, para a prova da residência. É cansativo! Por esses e outros motivos, há dias em que não sobra energia para sustentar essa rotina frenética e bate aquela vontade de usar uma falta. Além disso, é claro, às vezes surgem emergências. O problema é que a maioria das pessoas não sabem se podem faltar no internato e ficam cheios de dúvidas.

Esse é o seu caso? Você não sabe se pode faltar ou não no internato? Então, esse texto é perfeito para você! Continue lendo para saber tudo sobre esse tema.

O que é o internato?

O internato é o último ciclo do curso de graduação de Medicina. Usualmente, é um estágio sem remuneração e é obrigatório para todos os alunos. Portanto, essa etapa tão importante está integrada no plano de estudos do curso de Medicina e abarca os dois últimos anos da graduação. Nessa fase, o estudante aprende a exercer a Medicina na prática, atuando em hospitais e centros de saúde indicados pela faculdade.

Sendo assim, o futuro médico tem a possibilidade de aplicar na prática todo o aprendizado teórico que obteve ao longo dos anos. O aluno começa a conviver e a se relacionar diretamente com os pacientes e os outros profissionais de saúde, de forma profissional e ativa. Solucionando os problemas e aprendendo a lidar com as situações rotineiras da profissão.

No internato, o aluno participa de rodízios. Ou seja, o aluno atua em diferentes especialidades da Medicina para aprender a trabalhar em cada uma delas. Assim, no final do curso, o estudante está preparado para ser um médico completo. Por isso, como você sabe, é fundamental se dedicar e fazer bom uso dessa experiência acadêmica e sempre observar se por um acaso pode ter falta no internato.

Definitivamente, o internato é o momento que o estudante de Medicina assume uma postura mais responsável e desenvolve as suas capacidades de detecção de enfermidades e ética médica. O interno, porém, deve estar ciente das suas ações e procurar agir sempre de acordo com os padrões do médico que o monitora. Afinal, o interno é um aprendiz e não pode dar laudos médicos.

Quanto tempo dura o internato?

O internato tem a duração de 21 meses (sem contar as férias). Em outras palavras, são os dois últimos anos do curso de Medicina. É uma fase muito intensa e frenética para os estudos! O interno tem que conciliar as responsabilidades da graduação com os deveres do internato. Além disso, os alunos de Medicina começam a se preparar para a prova de residência no quinto ano da faculdade, que coincide com esse último ciclo do curso.

O internato é uma preparação para a residência médica que está por vir na sequência. Na prova de residência médica e durante sua conclusão, será exigido que o acadêmico demonstre todo o conhecimento obtido no tempo de estudo no internato e na graduação. Caso contrário, não vai ser possível ter sucesso no transcurso da pós-graduação da especialidade desejada.

A carga horária do internato corresponde a 35% do total do curso de graduação em Medicina. O que significa que esse ciclo é uma parte enorme da totalidade das atividades da faculdade de Medicina. Por essas razões, é importantíssimo que o aluno cumpra todos os requisitos que essa fase demanda, pois, sem isso, o interno pode ter falta no internato e isso pode prejudicá-lo na conclusão do curso.

Contudo, a lei estabelece que o interno deve realizar no máximo 40 horas semanais de estágio. Nesse período, o aluno vai participar de plantões de até 12 horas por dia e, como você já sabe, sem nenhuma remuneração. Essa carga horária intensa, às vezes, impede que o universitário faça as suas refeições com tranquilidade. Por isso, é sempre bom levar um lanche.

Afinal, pode ter falta no internato?

A falta no internato é um tema de alta complexidade, porque os padrões e as exigências variam de acordo com cada Universidade. Embora o Ministério da Educação (MEC) tenha estabelecido um padrão sobre a grade curricular do curso de graduação de Medicina, nesse caso em específico, as instituições de ensino podem aplicar a metodologia de estudo que acharem melhor. Obviamente, isso implica na assistência.

Geralmente, a frequência mínima é de 75% da carga horária de cada estágio. Porém, nunca se deve faltar! Todos os dias o interno aprende muitas coisas que com certeza vão ser úteis no futuro. Na maioria dos casos, os profissionais mais capacitados são aqueles que aproveitaram em 100% a fase do internato. Pois, esse é o momento que forma o tipo de profissional que você vai ser ao longo da carreira médica.

Em contrapartida, o aluno não pode ser reprovado por faltas em razão de crença religiosa. Toda religião deve ser respeitada! Levando isso em consideração, cada instituição deve ter seu manual do internato e tem autonomia para definir suas regras, como a respeito do abono de faltas — alguns lugares proíbem totalmente o abono de faltas. Outros lugares aceitam faltas justificadas, mediante reposição.

Como você pode perceber, o internato é uma longa fase da graduação em Medicina. Portanto, você pode evoluir muito na carreira acadêmica realizando as tarefas, estando presente em todos os plantões, lendo muito sobre as diversas especialidades da Medicina e fazendo pesquisas. Por esses motivos, mesmo em instituições que o aluno pode ter falta no internato, é bom sempre estar presente no estágio.

E aí, descobriu se pode ter falta no internato?

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.