Principais habilidades de comunicação na prática médica: saiba mais!

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A comunicação é, sem dúvida, uma importante ferramenta e arma do ser humano. E quando falamos disso na área da saúde, a comunicação é indispensável, principalmente quando nos referimos à Medicina Geral e Familiar. Por isso, é fundamental ter habilidades de comunicação na prática médica.

Sem a comunicação, a convivência entre as pessoas se torna difícil. Da mesma forma, seria impossível exercer qualquer atividade no ambiente de trabalho.

Então, fique ligado para saber quais são as principais habilidades de comunicação na prática médica. Afinal, elas são relevantes para sua carreira, para que se torne um bom profissional, querido e procurado pelos pacientes!

Quais são as principais habilidades de comunicação na prática médica?

A abordagem biopsicossocial precisa de um forte componente de comunicação nas diferentes etapas de relação médico-doente. De forma especial, nas consultas, no relacionamento com os familiares do paciente, no tratamento preventivo das doenças e na educação para a saúde. Vejamos as mais importantes habilidades de comunicação na prática médica:

Empatia e escuta ativa 

Uma das habilidades relevantes é a capacidade de ser empático e de saber ouvir o paciente. O médico deve se colocar no lugar do paciente, ou seja, é importante buscar compreender o que ele está sentindo, suas apreensões, seus anseios e suas expectativas.

O paciente deseja a saúde e, diante de uma situação que ele não entende muito bem, ele pode ficar muito ansioso. Cabe ao médico escutá-lo com paciência e passar informações esclarecedoras sobre o problema que ele atravessa, sempre buscando tranquilizá-lo de alguma forma.

A escuta ativa ajuda, inclusive, no processo de anamnese, para conhecer mais detalhes sobre a saúde física e mental do paciente e do histórico de sua família. Ela ajuda, portanto, na realização de um diagnóstico preciso.

De acordo com Dario Giannini, autor do livro “Simulação de Doenças – Abordagem e Diagnóstico”,a anamnese completa ao menos 70% de qualquer diagnóstico (…)”.

Comunicação não verbal

O médico não se expressa somente por palavras. A comunicação não verbal também é uma das habilidades de comunicação na prática médica mais importantes para o profissional.

Suas expressões faciais e seus gestos, sua linguagem corporal, podem transmitir confiança ou aumentar as apreensões do paciente.

Imagine um médico que, ao analisar os exames de um paciente, faz gestos faciais que denotam extrema preocupação ou insatisfação? O paciente, provavelmente, ficará assustado.

É importante manter sempre uma postura moderada, mesmo diante dos casos graves. Às vezes, pode ser mais ético disfarçar do que expressar uma emoção ou fazer gestos que podem impactar de forma negativa sobre o psicológico do paciente.

Comunicação sensível e culturalmente competente

A profissão de médico requer uma comunicação sensível, personalizada, que se adeque ao perfil do paciente. A forma de lidar com um idoso, por exemplo, não é a mesma forma de lidar com um jovem ou uma criança.

Além disso, o paciente, no momento, pode estar tranquilo ou apreensivo, e a comunicação do médico deve acompanhar esse estado emocional.

É importante também respeitar a diversidade cultural e as crenças dos pacientes. O paciente pode ou não ser religioso e, independentemente da crença ou da não crença do médico, ele deve respeitar a opção do outro.

É uma sensibilidade que certamente vai fazer a diferença na qualidade do atendimento. Os pacientes vão considerar esse aspecto comunicativo na hora de procurar um médico.

Linguagem não científica

Na maioria das vezes, o paciente não tem os mesmos conhecimentos na área de saúde que o médico. Então, usar uma linguagem científica poderá dar a impressão de pedantismo. Além disso, o paciente não compreenderá e, talvez, sinta-se desconfortável.

O médico deve explicar em linguagem compreensível a seu paciente qual é o problema dele e, da mesma forma, prescrever o tratamento mais adequado.

É preciso ter certeza de que o paciente ou seu acompanhante compreendeu o tratamento, pois só assim os resultados esperados serão alcançados.

Comunicação em Momentos Difíceis

O médico lida com situações difíceis no decorrer de sua carreira. Talvez ele tenha que comunicar um diagnóstico de câncer ou outro problema grave. Alguns casos já chegaram ao seu termo, ou seja, não existe mais tratamento que faça efeito.

Algumas vezes, diante de um diagnóstico negativo, é mais ético comunicar a alguém da família e não ao paciente, de forma direta.

É necessário comunicar o fato da melhor maneira possível, de modo que o paciente e seus familiares sofram menos.

Com o tempo, é bem possível que o médico desenvolva essa habilidade. Mas é importante que, desde o começo, no início de sua carreira, o profissional já se esforce por ser empático e sensível em sua comunicação.

Comunicar um falecimento, por exemplo, a um pai, a uma mãe ou a um filho é algo que exige tato. O médico não pode ser muito direto nem dar muitas voltas — tem que fazer uma comunicação sóbria, na medida certa.

Quais são as vantagens em aprimorar a comunicação?

Ao desenvolver suas habilidades de comunicação na prática médica, o médico usufrui de certos benefícios. Da mesma forma, o paciente também usufrui de algumas vantagens. O paciente goza de benefícios como:

  • melhoria na adesão ao tratamento;
  • aumento da confiança no médico;
  • aumento de sua satisfação;
  • melhoria no vínculo médico-paciente.

Quanto ao médico, há algumas vantagens que podemos mencionar como de muita importância para o exercício de suas atividades:

  • melhor compreensão do problema do paciente e diagnóstico mais preciso;
  • menos erros clínicos;
  • menos reclamações.

Pronto, agora você já sabe quais são as principais habilidades de comunicação na prática médica 

Agora, você já sabe quais são as principais habilidades de comunicação na prática médica. Esforce-se por cultivá-las logo cedo para se destacar como um médico sensível e agradável.

O bom médico deve ser desenvolver bem a comunicação. Não é falar demais nem manter conversa que não seja interessante para a ocasião. É fundamental manter uma comunicação apropriada, que vá ao encontro das necessidades do paciente.

Muitas vezes, um pouco de bom-humor ajuda a “quebrar o gelo”, promovendo um clima mais aconchegante e descontraído, mesmo quando falamos de consultório ou hospitais.

Conhecendo as mais importantes habilidades de comunicação na prática médica, desde estudante você consegue ir se preparando para desempenhar bem sua carreira.

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina. Siga no Instagram: @jodamedway