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Sintomas da hemorragia parenquimatosa: saiba quais são

Fala, galera! Hoje é dia de falar sobre um tema importante: os sintomas da hemorragia parenquimatosa. Você sabia que essa é a segunda causa mais comum de acidente vascular cerebral? Por isso, é muito importante entender do assunto e ajudar os pacientes na prática. 

Além disso, é preciso ter em mente que os sinais e sintomas da hemorragia parenquimatosa variam de acordo com a localização e com o tamanho da hemorragia.

Início e progressão dos sintomas da hemorragia parenquimatosa

O início da hemorragia parenquimatosa acontece, na maioria dos casos, durante as atividades de rotina

Os sintomas e sinais neurológicos podem ser progressivos ao longo de minutos ou algumas horas. Esse é um ponto a se atentar, pois se difere da hemorragia subaracnóidea, em que os sintomas e sinais neurológicos costumam aparecer no início.

Quais são os principais sintomas?

A seguir, você pode conferir quais são os principais sintomas da hemorragia parenquimatosa: 

  • sintomas de acidente vascular cerebral: início súbito de perda de função na fala, visão, movimento, sensação, equilíbrio;
  • sinais de pressão intracraniana elevada: pupila dilatada, sonolência excessiva e Tríade de Cushing (bradpneia, bradicardia e hipertensão);
  • cefaleia de início agudo;
  • convulsões podem acompanhar a hemorragia intraparenquimatosa aguda, além disso, também podem ocorrer nos primeiros dias em até 15% dos pacientes;
  • características sugestivas de hemorragia parenquimatosa sobre acidente vascular cerebral isquêmico: piora progressiva dos sintomas agudos; PAS severamente elevada (por exemplo, >220 mmHg); paciente em uso de anticoagulante;
  • quando há alterações eletrocardiográficas, essas refletem uma lesão cardíaca induzida por catecolaminas, devido a uma liberação mediada centralmente de excesso de catecolaminas, que é causada por aumento da pressão intracraniana ou distúrbio autonômico. As alterações mais frequentemente associadas são o prolongamento do intervalo QT e as alterações da onda ST-T, podendo ocorrer arritmias ventriculares quando há compressão do tronco cerebral;
  • podem ocorrer elevações leves nas enzimas miocárdicas séricas, incluindo a troponina cardíaca e o peptídeo natriurético beta;
  • anormalidades ecocardiográficas podem ser globais ou regionais da motilidade da parede e fração de ejeção reduzida.

Atenção!

Pessoal, é bom lembrar que presença de dor de cabeça, náusea ou vômito e um estado mental deprimido sugerem acidente vascular cerebral hemorrágico em oposição a um evento isquêmico agudo. Preste bastante atenção nisso!

Sinais neurológicos e localização da hemorragia parenquimatosa 

Os sinais neurológicos variam de acordo com a localização da hemorragia, de forma que pode estar associada a achados típicos do exame neurológico.

  • putâmen – principais achados: hemiplegia, perda hemissensorial, hemianopsia homônima e paralisia do olhar, se a hemorragia for grande. Estupor e coma podem ocorrer;
  • caudado – principais achados: alterações de personalidade, comprometimento da memória, fraqueza ou dormência contralateral transitória, cefaléia e sonolência;
  • cápsula interna – principais achados: disartria leve, hemiparesia contralateral e déficit sensorial;
  • cerebelo – principais achados: incapacidade de andar devido ao desequilíbrio, vômitos e dor de cabeça, dor no pescoço ou ombro, rigidez de nuca, paralisia do olhar e/ou fraqueza facial;
  • tálamo – principais sintomas: hemiparesia, perda hemissensorial e afasia; 
  • lobo – principais sintomas: no lobo occipital, pode acontecer uma hemianopsia homônima contralateral muito densa. Se ocorrer na região frontoparietal, plegia ou paresia contralateral da perna são os sintomas predominantes;
  • ponte – principais sintomas: coma profundo, oscilação ocular, paralisia facial, surdez e disartria se o paciente estiver acordado.

Agora você já sabe quais são os sintomas da hemorragia parenquimatosa

Agora que já terminou de ler o texto sobre os sintomas da hemorragia parenquimatosa, quer conferir mais assuntos como esse? Então, por que não curte a nossa página no Facebook e segue a gente lá no Instagram pra ficar antenado e não deixar nada passar? Pra cima!

Referências

Gross, BA, Jankowitz, BT, & Friedlander, RM (2019). Hemorragia Intraparenquimatosa Cerebral. JAMA, 321(13), 1295. doi:10.1001/jama.2019.2413 

Rordorf, Guy. Spontaneous intracerebral hemorrhage: Pathogenesis, clinical features, and diagnosisUpToDate. 2022. Disponível em: <https://www.uptodate.com/online>. Acesso em: 20/01/2022

Delcourt C, Sato S, Zhang S, et al. Intracerebral hemorrhage location and outcome among INTERACT2 participants. Neurology 2017; 88:1408. 

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AmandaMazetto

Amanda Mazetto

Acadêmica do quarto ano de Medicina na Universidade Nove de Julho pelo FIES e pesquisadora no Instituto do Coração de São Paulo da Faculdade de Medicina da USP