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Fatores de risco da hemorragia parenquimatosa: confira!

Fala, meu povo, tudo bem com vocês? Hoje nossa conversa é sobre os fatores de risco da hemorragia parenquimatosa. Esse tema é muito importante, sobretudo pela sua gravidade e morbimortalidade. Aqui não podemos comer bola, meu amigo!

E aí, está preparado para se tornar um craque no assunto? Vamos lá!

O que é hemorragia parenquimatosa?

Como o próprio nome já diz: é um sangramento dentro do parênquima do cérebro.  Portanto, é um dos subtipos de acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCh). 

Existem alguns mecanismos possíveis que causam esse sangramento, mas, por enquanto, fique com esse conceito amplo, pois depois iremos destrinchar cada fator de risco.

Estruturas do cérebro e os tipos de AVC hemorrágico.
 Estruturas do cérebro e os tipos de AVC hemorrágico. Fonte: msdmanuals.com

Por que esse assunto é importante?

A melhor forma de elucidar a importância desse tema é utilizando epidemiologia. Calma, não foge, colocamos apenas alguns dados aqui para visualizarmos a magnitude da hemorragia parenquimatosa.

  • A hemorragia parenquimatosa representa cerca de 10-15% de todos AVC;
  • Mortalidade (em 30 dias): 35-50%;
  • Metade das mortes ocorrem nos primeiros 2 dias do evento;
  • Cerca de 50% dos sobreviventes ficam dependentes de outras pessoas para as atividades diárias.

Quais são os fatores de risco da hemorragia parenquimatosa?

Chegamos no foco do texto de hoje. Vamos analisar um por um. Continue a leitura com a gente!

Hipertensão arterial (HAS)

É o principal fator de risco de hemorragia parenquimatosa (aumenta em 9 vezes o risco de hemorragia parenquimatosa e está presente em 70 a 80% dos pacientes com este tipo de AVC). 

Lembre-se de que esse é um fator de risco modificável, ou seja, podemos revertê-lo (o tratamento anti-hipertensivo reduz aproximadamente 50% do risco relativo de AVC). 

O mecanismo, nestes casos, é que a HAS causa lesões crônicas nas artérias perfurantes, tornando a parede vascular mais frágil e com formação de pequenos aneurismas. 

Estes últimos são conhecidos como aneurismas de Charcot-Bouchard. O rompimento em si normalmente ocorre durante um pico hipertensivo. 

Imagem de um aneurisma de Charcot-Bouchard. (Hemorragia intraparenquimatosa: quais são os fatores de risco?)
Imagem de um aneurisma de Charcot-Bouchard. Fonte: sciencedirect.com 

Angiopatia amiloide cerebral

Essa condição está relacionada ao acúmulo de proteínas amiloides nas paredes das artérias, tornando-as mais susceptíveis à ruptura. 

É o principal fator de risco para hemorragia parenquimatosa lobar, sendo mais comum em idosos (este achado – angiopatia amiloide cerebral – está presente em cerca de 80-98% das necrópsias de indivíduos com doença de Alzheimer).

 Imagem de uma TC de crânio sem contraste na qual é possível perceber um sangramento ("mancha branca") de localização lobar à direita. Possivelmente se trata de um paciente idoso com angiopatia amiloide cerebral.
Imagem de uma TC de crânio sem contraste na qual é possível perceber um sangramento (“mancha branca”) de localização lobar à direita. Possivelmente se trata de um paciente idoso com angiopatia amiloide cerebral. Fonte: iepmoinhos.com.br

Outros fatores de risco da hemorragia parenquimatosa 

Confira, agora, outros fatores de risco da hemorragia parenquimatosa: 

  • Malformação arteriovenosa: principalmente em crianças e adolescentes;
  • Uso excessivo de álcool: o uso abusivo de álcool aumenta o risco de hemorragia parenquimatosa em cerca de 70%.
  • Tabagismo: fumantes têm risco 2,5 vezes maior que não fumantes;
  • Uso de cocaína: principalmente secundários a picos hipertensivos e/ou vasoespasmos;
  • Coagulopatias primárias e secundárias: anticoagulantes orais aumentam o risco de hemorragia parenquimatosa em cerca de 8 a 10 vezes (sendo que os anticoagulantes orais diretos apresentam 30 a 60% menos risco do que Varfarina). Drogas antiplaquetárias e trombolíticos também estão associados a maior risco de sangramento intracraniano;
  • Outros fatores de risco: Idade > 55 anos / Etnia negra / Colesterol total < 160 mg/dL / Doença do tecido conectivo subjacente. 

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BrunoBlaas

Bruno Blaas

Gaúcho, de Pelotas, nascido em 1997 e graduado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Residente de Clínica Médica na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Filho de um médico e de uma professora, compartilha de ambas paixões: ser médico e ensinar.