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Urocultura: tudo que você precisa saber

E aí galera, beleza? Hoje vamos falar sobre um tema relativamente curto e simples: a urocultura! Exame solicitado frequentemente por nós, né? Mas será que sabemos analisar todos seus componentes? Vamos lá.

Mas, antes de tudo, temos uma dica de ouro para você, que é o nosso curso Papo de Antimicrobianos 3.0, fruto de uma parceria entre a Medway e o Papo de Clínica! Com ele, você vai dominar com maestria o tratamento de doenças infecciosas, elevando a qualidade do seu atendimento no hospital ou no ambulatório. Bora lá saber mais clicando AQUI.


Pra começar, o que é a urocultura?

A urocultura é uma exame analisado no laboratório de microbiologia, no qual uma amostra da urina do paciente é coletada e colocada em um meio de cultura, ambiente totalmente propício para a multiplicação de microrganismos. 

Utilidade no dia a dia: por que solicitar? 

Ela serve para determinarmos a etiologia microbiana da infecção do trato urinário (ITU) do paciente! Ou descartarmos, né?

A análise de urina através do EAS (urina tipo I) ajuda bastante no diagnóstico das ITU’s, mas é inespecífico e sozinho não nos direciona para um diagnóstico preciso.

Sabemos quais são os microorganismos causadores de ITU mais prevalentes dentro de cada faixa etária e por sexo, entretanto, é crescente a prevalência de resistência antimicrobiana. Sendo assim, a urocultura ganha cada vez mais importância para guiar a terapia medicamentosa ideal. 

Quando solicitar?

De forma direta:

  • Suspeita clínica de infecção do trato urinário (ITU)*;
  • Imunossuprimidos e pacientes sedados (possuem elevado risco de infecção e frequentemente são assintomáticos ou apresentam sintomas subclínicos);
  • Pré natal (pesquisa principalmente direcionada a Strepto. agalactiae — causador de infecções neonatais);
  • Controle da eficácia do tratamento com o ATB atual!

Gravou? Volta lá e dá uma lida de novo!

Importantíssimo saber quando pedir… assim como saber quando NÃO PEDIR: 

  • *Não devemos pedir urocultura para pacientes femininas não grávidas sem quaisquer sintomas consistentes com uma ITU, tendo em vista que a bacteriúria assintomática não indica tratamento. (ou seja, seria apenas um gasto financeiro sem nenhuma vantagem clínica!

Saiu o resultado da urocultura! Como interpretá-lo? 

  • ASPECTO QUANTITATIVO ? classicamente, um valor superior a 100.000 UFC/mL é suficiente para o diagnóstico de bacterúria, entretando, cada vez mais essa definição tem sido questionada devido a paciente sintomáticos com número de colônias presente na urocultura < 100.000. 
  • CRESCIMENTO BACTERIANO ? importante isolamento bacteriano, ou seja, sendo isolado apenas um tipo morfológico de colônia na urocultura. Normalmente, as ITU’s são monobacterianas, sendo assim, o isolamento de 2 ou mais patógenos indica contaminação da amostra.
  • ANTIBIOGRAMA ? exame para determinar o perfil de sensibilidade e resistência dos antibióticos às bactérias e fungos aos antibióticos. Sempre solicitar em conjunto com a urocultura. (Imagem 01)
  • M.I.C. O QUE É? ? Minimal Inhibitory Concentration. É um número que aparece no antibiograma, cada antibiótico tem o seu MIC respectivo, e que mostra para nós a concentração mínima de cada antibiótico necessária para inibir o crescimento do microorganismo isolado na urocultura. A unidade do MIC é expressada em µg/mL. (imagem 02)
Resultados da urocultura

É isso!

Dominado a urocultura? Tomara que sim! Agora que você está mais informado, que tal dar uma conferida na Academia Medway? Por lá disponibilizamos diversos e-books e minicursos completamente gratuitos! Por exemplo, o nosso e-book ECG Sem Mistérios ou o nosso minicurso Semana da Emergência são ótimas opções pra você estar preparado para qualquer plantão no país.

E, antes de você ir, se você quiser aprender muito mais sobre diversos outros temas, o PSMedway, nosso curso de Medicina de Emergência, irá te preparar para a atuação médica dentro da Sala de Emergência! Bons estudos, pessoal!

Então é isso, aquele abraço e até a próxima!

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FláviaTroiani

Flávia Troiani

Nascida em Santos em 1995 e formada pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2019, agora cursa sua residência de Clínica Médica pela Secretaria Municipal de Saúde (SUS - SMS) em São Paulo. Seu próximo passo é entrar em Cardiologia, inspirada pela sua mãe, médica da área.