Conteúdo atualizado em: 29/05/2026 – A assistolia é um dos ritmos de parada cardiorrespiratória (PCR) e representa ausência completa de atividade elétrica cardíaca detectável. Trata-se de uma condição de extrema gravidade, associada a alta mortalidade, que exige reconhecimento imediato e início de reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade. O manejo correto, com identificação de causas reversíveis, é fundamental para qualquer possibilidade de reversão do quadro.
Ela é definida como a ausência de atividade elétrica e mecânica cardíaca, caracterizada por linha isoelétrica no monitor, sem complexos QRS identificáveis.
É classificada como:
Na prática, corresponde à ausência de perfusão sistêmica, exigindo intervenção imediata com RCP e suporte avançado de vida.
Essa condição resulta da falência completa da atividade elétrica miocárdica, levando à cessação da contração cardíaca e interrupção do fluxo sanguíneo.
A ausência de atividade elétrica impede qualquer débito cardíaco efetivo, levando rapidamente à hipóxia cerebral e morte celular irreversível.
A assistolia frequentemente está associada a causas potencialmente reversíveis, que devem ser investigadas ativamente durante a ressuscitação.
A identificação e correção dessas causas são determinantes para reversão da PCR.
A assistolia ocorre no contexto de parada cardiorrespiratória.
O diagnóstico é clínico e deve ser confirmado rapidamente com monitorização cardíaca.
O diagnóstico da assistolia é essencialmente eletrocardiográfico, mas exige confirmação cuidadosa para evitar erros graves de conduta.
O principal erro é confundir assistolia com:
Essas medidas evitam perda de diagnóstico de ritmos chocáveis, como fibrilação ventricular fina.
A assistolia segue o algoritmo de ritmos não chocáveis do ACLS.
Dose
Intervalo
Importante
A assistolia está associada a prognóstico reservado, com baixa taxa de sobrevivência, especialmente quando:
A identificação precoce de causas reversíveis pode melhorar o desfecho, especialmente em situações como hipercalemia ou tamponamento cardíaco.
A assistolia é um diagnóstico eletrocardiográfico que exige confirmação cuidadosa e intervenção imediata. O sucesso no manejo depende de RCP de alta qualidade, administração precoce de adrenalina e busca ativa de causas reversíveis. A abordagem sistemática, baseada no ACLS, é essencial tanto na prática clínica quanto nas provas.
Cofundador e professor da Medway, formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA) e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Siga no Instagram: @mica.medway