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Como é a residência em Otorrinolaringologia na Unicamp

A residência em Otorrinolaringologia na Unicamp é uma opção para você? Então vem com a gente, que hoje o tema é esse mesmo! Todo candidato a R1 tem sede de informação sobre os programas e as instituições nos quais pretende ingressar, por isso vamos falar tudo sobre essa residência que é de acesso direto e dura 3 anos lá na Unicamp, uma das instituições mais buscadas para se estudar Otorrino no estado de São Paulo

Anualmente, o programa admite 6 residentes, segundo o edital. No processo seletivo de 2021, exatos 200 candidatos se inscreveram em Otorrinolaringologia, deixando a relação candidato/vaga em 33,33. É, pra entrar na residência dessa especialidade na Unicamp você precisa se destacar entre bastante gente – o que assusta um pouco, mas não torna impossível esse objetivo. Conhecendo bem a prova, você aumenta suas chances de entrar!

E é natural que a instituição seja realmente muito procurada. A Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp tem mais de 5 décadas de tradição e o seu programa de residência hoje abrange 47 especialidades. São oportunidades incríveis de troca e aprendizado geradas nesse lugar! Para conhecer mais, você pode dar uma olhada no site do departamento de Otorrinolaringologia – Cabeça e Pescoço. A divisão é pioneira, no Brasil, em técnicas de cirurgias conservadoras no tratamento de câncer, em cirurgias endoscópicas e no uso de laser de CO2. 

Você já consegue se imaginar cursando a residência em Otorrinolaringologia na Unicamp? E que tal depois aproveitar e estudar uma subespecialidade, como Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Laringologia, Otorrinolaringologia Pediátrica, Rinologia, Otologia, Otoneurologia ou Cirurgia Crânio Maxilo Facial? Pra te dar um gostinho da vivência ao longo do programa, conversei com o Yuri, que é R3 por lá. Você confere a seguir o que ele nos contou!

A residência em Otorrinolaringologia na Unicamp é uma das mais reconhecidas da área, tendo uma excelente qualidade de ensino e formação

Alexandre: Fala, Yuri! Vou começar com uma pergunta que é pessoal, mas precisa ser feita: na sua opinião, qual o melhor estágio da residência em Otorrinolaringologia na Unicamp?

Yuri: Durante os 3 anos da residência, atuamos tanto no Hospital de Clínicas da Unicamp, como em diversos estágios externos em outros hospitais. De maneira geral, o HC realiza procedimentos de alta complexidade, por isso o residente tem um volume cirúrgico maior nos estágios externos. Esses estágios foram introduzidos na grade justamente para a reforçar a formação cirúrgica. Assim, acabo me identificando mais com os estágios externos. Sem contar que a mudança de ambiente é sempre interessante para quebrar a rotina.

Alexandre: Tem algum médico assistente que você considere sensacional e um exemplo para sua formação? Por quê?  

Yuri: Nossa equipe de docentes e assistentes é fantástica. Como a residência em Otorrinolaringologia na Unicamp tem se subdividido cada vez mais em suas áreas de atuação, é difícil apontar uma única pessoa. Em cada área, como laringologia, otoneurologia e rinologia, poderíamos encontrar um ou mais exemplos de profissionais que têm grande impacto na formação. Além disso, temos integração com uma equipe multidisciplinar, com presença de fonoaudiólogos, odontologistas, fisioterapeutas, entre outros.

Alexandre: Por onde vocês rodam ao longo da residência em cada ano?

Yuri: No R1, estamos muito envolvidos com a rotina do HC. Dentre os estágios temos: os ambulatórios divididos por área de atuação, em que o R1 é responsável principalmente pelo atendimento dos casos novos; o seguimento de pacientes na enfermaria, especialmente aqueles pré e pós-operatórios; a cobertura do pronto-socorro, que é feita no esquema de sobreaviso, tanto diurno quanto noturno; e a participação em cirurgias de alta complexidade, com o objetivo de entender os passos cirúrgicos e a anatomia, além, é claro, de aprender a fazer os procedimentos cirúrgicos considerados básicos, como as adenoamigdalectomias.

No R2, o residente fica responsável pelo atendimento dos retornos no ambulatório, além de cuidar da realização de exames como nasofibroscopia e acompanhar exames eletrofisiológicos. É também responsável pelas interconsultas adultas e pediátricas, o que permite exposição a patologias que têm intersecção com outras especialidades. No R2 da residência em Otorrinolaringologia na Unicamp, expandimos a variedade de cirurgias aprendidas, iniciando a realização, por exemplo, de septoplastias e timpanoplastias. 

No R3, metade da carga horária é realizada em estágios externos, nos quais o residente tem mais autonomia e volume cirúrgico. Também é nesse ano que há a possibilidade de realizar um estágio optativo internacional. No ambulatório do HC, ficamos responsáveis pelo atendimento de pré e pós-operatórios e pela seleção, em conjunto com os fellows e assistentes, dos pacientes a serem operados. Nesse ano, também intensificamos a discussão de exames, como polissonografia. O aprendizado cirúrgico é voltado a  procedimentos como cirurgias endonasais e mastoidectomias.

Alexandre: Existem estágios eletivos na residência em Otorrinolaringologia na Unicamp? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Yuri: Sim, no R3 é possível e estimulado que o residente faça um estágio internacional. Com exceção do ano de 2020, por causa das restrições impostas pela pandemia de covid-19, praticamente todos os residentes optam por realizar esse estágio.

Alexandre: Sua residência, de forma geral, respeita as 60 horas semanais? Se existir algum período de descanso pré ou pós-plantão, explica pra gente como é isso. 

Yuri: Em geral, a residência em Otorrinolaringologia na Unicamp respeita as 60 horas semanais. O plantão é apenas noturno para cobertura do PS e da enfermaria, e é realizado no esquema de sobreaviso. Durante o período diurno há um residente responsável pelo PS e outro pela enfermaria. No período noturno, os plantões são feitos em esquema de rodízio, com duração de 12 horas. Usualmente, não há período de descanso pós plantão.

Alexandre: De 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte teórica? Conta pra gente quais são as principais atividades teóricas que você tem ao longo da formação.

Yuri: Na minha opinião, a nota é 10. Todas as áreas de atuação da Otorrino contam com discussão de artigos/casos ou aulas semanais, com cronograma organizado para todo o ano. Também existe um curso de extensão teórico extra, realizado 1 vez na semana. O estímulo à participação em eventos e congressos é sempre presente. Acredito que estamos entre as residências que oferecem as bases teóricas mais sólidas.

Alexandre: Aproveitando, de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica?

Yuri: Dou nota 8 para a parte acadêmica. Existe a necessidade da publicação de TCC em revista indexada e isso, por si só, já garante a publicação de pelo menos um artigo por residente. Além disso, como estamos em um hospital com alto volume e complexidade de casos e como a Unicamp é um dos grandes centros de pesquisa do Brasil, existe campo fértil para o desenvolvimento de pesquisas.

Alexandre: Quais os pontos fortes da residência em Otorrinolaringologia na Unicamp?

Yuri: Entre os pontos fortes da residência em Otorrinolaringologia na Unicamp, acho que vale destacar a formação teórica robusta e atualizada, junto à experiência de vivenciar toda a Otorrinolaringologia, desde as patologias mais simples, até aquelas muito raras. Nessa linha, também temos uma residência que abarca quase todas as áreas da Otorrino: além das mais conhecidas, como rinologia, laringologia e otologia, temos os outros serviços como otoneurologia, cirurgia de cabeça e pescoço, estética facial, otorrinopediatria, medicina do sono, estomatologia, cirurgia crânio-maxilo-facial, medicina do trabalho, estomatologia, audiologia clínica, base de crânio etc.

Alexandre: E tem algum ponto que poderia melhorar, na sua visão?

Yuri: Atuando em um hospital público, muitas vezes a burocracia acaba sobrecarregando um pouco o residente, especialmente no R1. Fora isso, a maioria dos residentes que entra na ORL-UNICAMP tem bastante afinidade com os procedimentos cirúrgicos, então acho que é inevitável sempre querer operar mais.

Alexandre: É possível conciliar a residência com plantões externos? A maioria faz isso?

Yuri: Sim, a maioria consegue conciliar a residência com plantões, especialmente a partir do R2 da residência em Otorrinolaringologia na Unicamp. 

Alexandre: Quais “comodidades” são oferecidas pela residência em Otorrinolaringologia na Unicamp?

Yuri: A alimentação é fornecida gratuitamente no refeitório do hospital, 3 vezes ao dia. Além disso, no ambulatório sempre tem café pra ajudar a manter o dia fluindo. A instituição reforça a bolsa de residência com um auxílio moradia, que é muito bem-vindo.

Alexandre: Você não é natural do local onde faz a residência nem pretende voltar para sua cidade de origem, mas você conhece alguém que voltou ou pretende voltar? Acha que é possível se inserir bem no mercado?

Yuri: Sim, é possível retornar para a cidade de origem, especialmente em cidades de médio porte, que ainda tem déficit de otorrinolaringologistas. Em cidades maiores e, especialmente, em Campinas, o mercado está saturado e a inserção é mais lenta.

Alexandre: Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a sua residência que a gente não perguntou?

Yuri: No primeiro semestre de 2021, o departamento finaliza a construção do nosso instituto, que é um prédio de 4 andares exclusivo da Otorrino com ambulatório, centro cirúrgico próprio, leitos para internação, salas de exame, centro de convenções, laboratório de genética, entre outras coisas. Com isso, a residência em Otorrinolaringologia na Unicamp, que já é nota máxima (conceito A) pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, tem o potencial de dar um salto de qualidade na formação e nas oportunidades aos futuros residentes.

Gostou de saber como é a residência em Otorrinolaringologia na Unicamp?

As informações que o Yuri nos passou foram uma mão na roda, não é? E, aqui na Medway, a nossa função é essa mesmo: ajudar você no seu preparo para a residência, em todos os sentidos! Pra efeito de comparação com a Unicamp, você pode dar uma olhada nos artigos que já publicamos aqui no blog sobre como é a residência em Otorrinolaringologia na Unifesp e na USP, além de conferir o texto sobre os 3 hospitais mais concorridos para fazer Otorrino no SUS

Agora, se você está focado na Unicamp mesmo, tenho uma dica de ouro: baixe agora o nosso Guia Definitivo da Residência Médica na Unicamp, com informações sobre o processo seletivo e o funcionamento da instituição, e o nosso Guia Estatístico da Unicamp, que traz um compilado dos 6 principais temas das 5 grandes áreas que mais caem na prova. São dois e-books preparados pra te ajudar a ver seu nome na lista de aprovados da instituição campineira!

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Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.