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As instituições mais buscadas para fazer residência em Otorrinolaringologia em São Paulo

A Otorrinolaringologia é uma área que, muitas vezes, tem seu escopo subestimado. No entanto, a real é que o médico otorrinolaringologista se responsabiliza por mais do que uma parte do corpo: ele cuida não só dos ouvidos, mas também da garganta e do nariz – o que, na prática, é sinônimo de muitos desafios, casos complexos e uma rotina dinâmica. Se você tá lendo esse texto, é bem provável que já saiba disso, e que essa seja uma das razões para você desejar a almejada residência em Otorrinolaringologia, né?

Mas pode ser que você ainda não tenha certeza de onde gostaria de se especializar, uma dúvida bastante comum entre muita gente. Pois pode relaxar: estamos aqui para te ajudar! No post de hoje, vamos falar um pouco de cada uma das seis instituições mais procuradas por pessoas que, assim como você, desejam fazer a residência em Otorrinolaringologia aqui em São Paulo. Assim, você fica mais por dentro delas e pode fazer sua escolha com mais segurança.

E se antes você quiser saber TUDO sobre essa especialidade, incluindo a rotina, as principais características desse especialista, o salário e muito mais, dá uma olhada no artigo do blog que fizemos sobre Otorrinolaringologia.

Beleza? Então bora começar!

USP

Sempre bom abrir falando dessa que é uma das instituições mais renomadas de toda a América Latina – e também tem o maior complexo hospitalar de toda essa região, que é o que nos interessa aqui, né? O Hospital das Clínicas da FMUSP junto ao Hospital Universitário da USP realizam mais de 1 milhão de consultas ambulatoriais, 232 mil atendimentos e 50 mil cirurgias por ano!

Hospital das Clínicas da FMUSP, destino de muita gente que busca a residência em Otorrinolaringologia.
Vista aérea do Hospital das Clínicas da FMUSP

A rotina de quem faz residência em Otorrinolaringologia por lá também é ótima para acumular experiência e “pegar mão” de vários procedimentos. No HCFMUSP, os residentes ganham a oportunidade de trabalhar com diversas áreas, como Rinologia, Otologia, Bucofaringolaringologia, Plástica Facial e Otoneurologia, por meio de consultas ambulatoriais, exames específicos, cirurgias e outros procedimentos. E isso é só um petisco, hein? Se você quiser saber com mais profundidade como é a residência em Otorrinolaringologia na USP, confere a entrevista que fizemos com o Pedro, que é R3 lá!

Agora vamos falar um pouco da trajetória para alcançar esse sonho: segundo o edital de residência médica da USP 2021, vão ser oferecidas 8 vagas para essa especialização. E a instituição já revelou a relação candidato/vaga também: neste ano são 29 inscritos para cada uma das vagas disponíveis! Levando isso em conta, é melhor fazer uma boa preparação para a prova – que, vale lembrar, esse ano é diferente, pois não vai ter prova prática. E para isso a gente tem uma variedade de conteúdos que podem te ajudar! Pra começar, você pode dar uma olhada no artigo que publicamos contando tudo o que você precisa saber sobre a prova da USP!

Unicamp

Também reconhecida mundialmente pela sua qualidade de ensino e também uma instituição muito popular entre quem deseja fazer residência em Otorrinolaringologia, temos a Unicamp

Além de ter um ensino de alto nível, a Unicamp tem um complexo hospitalar bastante completo, ideal para médicos de múltiplas especialidades. Para você que deseja a residência em Otorrinolaringologia, no entanto, a ênfase vai ser, principalmente, nos departamentos de Oftalmologia e Otorrinolaringologia do Hospital Estadual Sumaré (HES) e no Hospital de Clínicas da universidade – o que, por si só, não é pouca coisa!

Fachada do Hospital de Clínicas da Unicamp, onde é feita a residência em Otorrinolaringologia da instituição
Fachada do Hospital de Clínicas da Unicamp

Mas vale notar: o edital de residência médica da Unicamp 2021 também prevê algumas mudanças na prova nesta edição, que deixa de contar com prova prática e entrevista. Ou seja, no ano de 2020 (com acesso em 2021), só prova teórica e análise curricular!

O edital também revela que estão sendo oferecidas 6 vagas, e apesar de não termos números da concorrência para a Unicamp, uma coisa é certa: é hora de dar o melhor nessa reta final! Não vamos te deixar na mão: dá uma conferida no nosso artigo com tudo que você precisa saber sobre a prova da Unicamp.

Unifesp

E se já não bastassem essas duas instituições de tanto peso, aqui vai mais uma: a tradicional Escola Paulista de Medicina (EPM), da Unifesp, com uma especialização de altíssimo nível, realizada no Hospital São Paulo.

E com “altíssimo nível” nós não estamos exagerando! Só para você ter uma ideia de como funcionam as coisas na residência em Otorrinolaringologia da Unifesp: tem estágios ambulatoriais e cirúrgicos, tem pronto-socorro com porta aberta 24 horas e tem estágio em hospitais satélites, como o hospital de Diadema, Pirajussara e Mandaqui, onde acontecem cirurgias muito diversas todos os dias pela manhã e ambulatório à tarde. Para fechar, no Hospital São Paulo ainda tem estágios de rinologia, otologia, laringe, otorrinopediatria, cirurgia de cabeça e pescoço e otoneurologia. Bom demais, né?

Fachada do Hospital São Paulo, onde são realizadas as atividades da residência em Otorrinolaringologia da Unifesp
Fachada do Hospital São Paulo

Uma observação: no edital 2021, assim como a USP e a Unicamp, a Unifesp vai com tudo na questão da adaptação das provas para o processo seletivo com entrada em 2021. No entanto, diferentemente dessas duas, a Unifesp vai contar, além da prova teórica e da análise curricular, com uma prova prática informatizada e com entrevista!

Como já falamos em diversos posts, incluindo aquele em que contamos tudo sobre a prova de residência da Unifesp, prova multimídia não é coisa nova na instituição. Mas se você ainda não está familiarizado com essa modalidade, é só dar uma olhada no nosso Minicurso de Prova Multimídia, com 3 aulas totalmente online e totalmente gratuitas! Confere lá!

SUS-SP

Uma das maiores do Brasil inteiro – não só em número de candidatos, mas também de instituições que participam –, não podíamos deixar de mencionar a prova de residência médica do SUS-SP! 

Com um complexo hospitalar em que são incluídos cerca de 50 hospitais, é claro que o processo seletivo precisaria ser um pouquinho diferente, né? E é aí que entra o tradicional leilão de vagas do SUS-SP! Nós explicamos direitinho como ele funciona em outro post, mas dando aquela resumida: aprovados no processo seletivo da instituição ganham o direito de escolher em qual hospital vão se especializar, baseado em suas classificações no exame. Simples, né?

Mas vale notar que, para a residência em Otorrinolaringologia, essa escolha não é fácil! Segundo o edital 2021, estão sendo oferecidas somente 7 vagas para esta especialidade que tem duração de 3 anos. Pode parecer muito, mas considerando a abrangência do processo seletivo do SUS-SP, não dá pra dar mole, hein?

E por falar em edital, como era de se esperar, pouca coisa mudou na estrutura da prova. O bom é que já te contamos tudo sobre a prova de residência do SUS-SP aqui no blog e ainda explicamos direitinho como funciona o já mencionado leilão de vagas, então confere lá!

IAMSPE

Com atividades realizadas no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) ao longo de 3 anos, a especialização em Otorrino do IAMSPE é mais uma que passa pelos sonhos de muitos alunos que desejam essa especialidade.

Vista aérea do IAMSPE
Vista aérea do IAMSPE

E motivo não falta! Por ano, os médicos do HSPE nesta especialidade realizam, em média, 50 mil consultas ambulatoriais, 15 mil consultas de pronto-atendimento e 800 internações clínicas-cirúrgicas. Além disso, com o objetivo de prestar um atendimento de qualidade aos pacientes com queixas otorrinolaringológicas, o serviço foi dividido em vários setores: ambulatório geral, Cirurgia Cérvico-Facial, Estomatologia, Estética Facial, Laringologia, Otologia, Otoneurologia, Rinologia e Ronco e Apneia do Sono. É muito completo! 

Felizmente, é uma das poucas especialidades que registrou diminuição na relação candidato/vaga para 2021 (embora não tanto assim): passou de 46 a 44 candidatos para cada uma das 5 vagas.

O IAMSPE, como você deve imaginar, também já divulgou o edital do processo seletivo de 2021 e, para esse ano, a prova teórica e a tradicional prova multimídia continuam de pé, mas não vai ter entrevista. Também já contamos tudo sobre como é a prova de residência do IAMSPE aqui no blog, incluindo como funciona essa temida prova multimídia – mas “temida” só pra quem ainda não assistiu ao Minicurso de Prova Multimídia, né?

Unesp

Por último, mas não menos importante: a Unesp e sua residência em Otorrinolaringologia!

Similar à Unicamp no que diz respeito a se tratar de uma instituição de fora da capital, o complexo hospitalar da Unesp ocupa a região do interior do estado de São Paulo, na cidade de Botucatu. Lá, é responsável por garantir assistência a cerca de 2 milhões de pessoas, cumprindo um papel importantíssimo na região que engloba desde ações de prevenção a tratamentos mais complexos.

Por falar em “complexos”, não dá para deixar de falar do complexo hospitalar completíssimo da Unesp, composto pelo Hospital de Clínicas da universidade (HCFMB), pelo Hospital Estadual Botucatu (HEBo), pelo Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas (SARAD) e por dois prontos-socorros, um pediátrico e um adulto.

Apesar disso, a ênfase de quem fizer a residência em Otorrinolaringologia lá vai ser, principalmente, no HCFMB – mais especificamente, no Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, onde a maior parte das atividades desta especialidade é realizada.

A Unesp também fez mudanças em seu processo seletivo para 2021, e, segundo o edital de residência médica 2021, vai contar somente com prova teórica e análise curricular, sem prova prática e entrevista. Além disso, o edital também prevê o oferecimento de apenas 3 vagas para essa especialidade – além de uma reservada para o Exército –, que também tem, na Unesp, duração de 3 anos.

E aí, deu pra dar aquela ajuda?

Agora na reta final, é mais importante do que nunca ter as instituições que você quer na ponta da língua, seja para a residência em Otorrinolaringologia ou qualquer outra especialidade.

O caminho para a residência médica é repleto de decisões difíceis, mas esperamos que, falando um pouco sobre cada instituição, tenhamos te ajudado nessa escolha. 

Em todo caso, não deixa de acompanhar o nosso blog, pois estamos sempre postando conteúdos sobre os diferentes programas e provas das principais instituições de São Paulo

Só pra fechar: com a remoção da entrevista de vários desses processos seletivos, é fato que a análise curricular ganhou mais ênfase na segunda fase. Por isso, se você estiver se sentindo inseguro, dá uma conferida no nosso e-book Como ter um currículo padrão-ouro! Assim, você faz bonito na primeira e na segunda fases!

Ficou alguma dúvida? Deixa aí nos comentários que a gente responde!

Até mais!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.