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Como é residência em Psiquiatria na Unifesp

Você tem vontade de ajudar os pacientes para além da parte física? Se identifica com as questões de saúde mental? Então, a residência médica em Psiquiatria pode ser uma excelente alternativa. Só que para lidar com a mente humana é preciso ter uma capacitação completa, né? Por isso, um dos melhores programas é a residência em Psiquiatria na Unifesp, considerada uma das instituições mais buscadas no estado de São Paulo.

Se você já está certo sobre a vontade de ser residente da Unifesp, é o momento de começar a se preparar: saiba como é a prova de residência médica da Unifesp e baixe o Guia Estatístico com os seis focos que mais caíram na prova nos últimos cinco anos.

Fachada do Hospital São Paulo, onde muitos dos que fazem a residência em Psiquiatria na Unifesp irão adquirir experiência prática.
Fachada do Hospital São Paulo

A residência em Psiquiatria na Unifesp tem uma duração de 3 anos e acontece, principalmente, no Hospital São Paulo — embora isso tenha mudado recentemente. Ao ficar por dentro de tudo sobre essa possibilidade, inclusive, fica mais fácil tomar uma decisão.

Para tornar o processo mais simples para você, fomos conversar com a Layla, residente do último ano. Descubra como é a residência em Psiquiatria na Unifesp com uma visão exclusiva sobre o programa!

João Vitor: Vou começar com uma pergunta que sei que é muito pessoal, mas é inevitável: para você, qual é o melhor estágio da residência em Psiquiatria na Unifesp?

Layla: A enfermaria é o local onde mais aprendi a colocar meus aprendizados na prática, com paciência e humanidade. É onde a farmacologia, a psicopatologia e a psicoterapia encontram terreno fértil.

João Vitor: Conta um pouco sobre onde vocês rodam ao longo de toda a residência.

Layla: A residência em Psiquiatria na Unifesp é muito diversa. No R1 temos estágios de enfermaria, álcool e drogas, e PS. No R2 passamos por ambulatórios, Interconsulta e CAPS, e no R3, temos ambulatórios à nossa escolha, além de plantões diurnos no PS.

João Vitor: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Layla: Sim, no R3, podemos fazer um mês de estágio eletivo em qualquer lugar do mundo, e a maior parte dos alunos sempre conseguiu estágios bem legais.

João Vitor: A residência em Psiquiatria na Unifesp, em geral, respeita as 60 horas semanais? Conta pra gente qual é a carga máxima de plantão que você dá e se tem algum período de descanso pré ou pós-plantão.

Layla: Sim. Os plantões pra valer são somente no R1. Lembro que tivemos cerca de 53 plantões no ano para cada residente, alguns de 12h e alguns de 24h.

O plantão é das 18h-8h e vice-versa. Assim que o plantão noturno acaba, temos 6 horas de pós-plantão oficialmente oferecidas, mas sempre conseguimos mais umas horinhas quando precisamos. Pré-plantão não costuma ter. Quem está no estágio de PS geralmente não faz plantões noturnos, somente se for aos finais de semana.

João Vitor: De 0 (nada) a 10 (demais), quanto a residência em Psiquiatria na Unifesp foca em parte teórica? Quais são as principais atividades teóricas que você tem?

Layla: 10. No R1, temos aulas às segundas, quartas e sextas-feiras sobre Psicofarmacologia, Psicopatologia, Psicoterapia. Já no R2, cada ambulatório divide o seu tempo em atividades práticas e teóricas, como seminários e aulas. E no R3 acontece mesma coisa. Além disso, às sextas-feiras, há um Journal Club que todos do departamento participam e há desde convidados especiais até nossos próprios casos discutidos.

João Vitor: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica?

Layla: 8.

João Vitor: Tem algum médico assistente que você considere sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê?

Layla: Ana Chaves: polêmica, prática e maravilhosa.

João Vitor: Quais são os pontos fortes da residência em Psiquiatria na Unifesp?

Layla: Sem dúvidas, o que mais amo na residência é a riqueza de visões. Há sempre, pelo menos, duas opiniões e formas de lidar com uma questão de saúde mental. Gosto também de que não há pressa em se dar um diagnóstico ao paciente. Afinal, compreendemos que a patologia se mostra de diferentes formas e “definir é limitar” os recursos que temos a oferecer.

Fachada do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (Caism), onde muitos dos que fizerem a residência em Psiquiatria na Unifesp irão trabalhar.
Fachada do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental (Caism), da Unifesp (Créditos: Unifesp/Reprodução)

Por hoje estarmos no CAISM (Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental), sem dúvida pega muita mão, pois o PS é sempre cheio e com muitos casos difíceis. Além disso, temos ambulatórios muito interessantes que nos motivam a compreender mais a fundo cada tema.

João Vitor: E tem algum ponto que você acha que poderia melhorar?

Layla: Desde a mudança para o CAISM ainda sentimos que estamos “em transição”, e muitas vezes vivemos conflitos em que, aparentemente, as demandas do residente e as demandas do paciente são menores do que as de uma OS (SPDM).

João Vitor: Acha que dá para conciliar a residência médica com plantões externos? A maioria faz isso?

Layla: A partir do R2, fica mais fácil porque os plantões da residência já terminaram. Creio que muitos fazem, não sei se a maioria. Pra mim, o que deu foi conciliar de 1 a 2 plantões de final de semana por mês, sem que me gerasse cansaço considerável.

João Vitor: Quais “comodidades” a residência em Psiquiatria na Unifesp disponibiliza?

Layla: Não sei sobre moradia. E quanto à alimentação, temos direito a comer no HSP, porém isso é longe do nosso CAISM. No CAISM mesmo já teve de tudo: de termos direito a café da manhã almoço e lanche, até uma certa regulada nas marmitas (que não são as mais atraentes do mundo). Há um querido S. Vava que cuida do departamento que sempre faz café e compra frutas, acho que ele é um salvador! E há, também, uma sala dos residentes com geladeira e microondas.

João Vitor: Você é de São Paulo, porém, conhece alguém que não é de São Paulo e voltou ao seu estado de origem depois da residência? Acha que é possível se inserir bem?

Layla: Não conheço, mas eu mesma quero sair de São Paulo e acho possível (pelo menos espero) me inserir no mercado sem grandes percalços!

Gostou de saber mais sobre como é fazer residência médica na Unifesp?

Foi possível notar que a residência médica em Psiquiatria na Unifesp traz casos de diversas complexidades, né? Entre tantos ambulatórios e centenas (ou milhares) de pacientes, você criará uma experiência robusta e que aumenta as chances de sucesso no mercado.

Só que, se ainda estiver em dúvida, vale a pena pesquisar sobre outras especialidades e instituições. Foi pensando nisso que decidimos elaborar diversos conteúdos para auxiliar a sua escolha. Se algum tema do seu interesse não tiver sido tratado, é só falar conosco!

A residência em Psiquiatria na Unifesp traz muitas oportunidades para quem deseja se tornar um profissional diferenciado. Com o preparo adequado, você vai conquistar a sua vaga.

Vale lembrar que a gente também já falou de várias outras instituições por aqui, então dá uma conferida nos nossos textos sobre a residência em Psiquiatria na USP-RP e na Santa Casa!

Para não ficar de fora da lista de residentes, aproveite o nosso minicurso gratuito de prova prática!

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João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.