Como se tornar médico cirurgião oftalmologista?

A ideia de cuidar da saúde dos olhos das pessoas por meio de cirurgias chama a sua atenção? O campo de trabalho como médico cirurgião oftalmologista é muito vasto e importante. Afinal, o número de operações de catarata realizadas no Brasil dobrou entre 2009 e 2019, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Então vem com a gente, porque hoje vamos falar sobre como se tornar médico cirurgião oftalmologista!

Como se tornar um médico cirurgião oftalmologista? Entenda!

O aumento da expectativa de vida da população deve fazer com que a demanda por esse profissional cresça ainda mais nos próximos anos. E olha que citamos apenas uma das cirurgias realizadas pelo oftalmo, hein?

Quer saber o que precisa para trabalhar na área? Separamos aqui o passo a passo. Confira!

Primeiro passo: a Faculdade de Medicina

A oftalmologia é a especialidade médica responsável pelo cuidado dos olhos. Pode parecer simples, mas não é. Estamos falando de uma região extremamente sensível do corpo humano, além de ser responsável por um dos nossos principais sentidos. Quem atua na área busca prevenir, diagnosticar e tratar problemas diversos relacionados aos órgãos de visão.

Então, se o seu sonho é trabalhar em Oftalmologia, o primeiro passo é cursar a Faculdade de Medicina e obter o registro profissional do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Só para essa fase, são necessários, no mínimo, 6 anos. Porém, trata-se de um fundamento essencial para atuar em qualquer especialização médica.

Segundo passo para se tornar um médico cirurgião oftalmologista: a especialização

Concluiu a faculdade? É hora de passar pela segunda etapa dessa jornada de como se tornar médico cirurgião oftalmologista, que é a especialização na área.

Aqui, você tem duas opções: cursar uma pós-graduação, ou tentar uma residência médica, que traz uma experiência muito mais prática. Conheça um pouco sobre cada caminho logo abaixo!

Pós-graduação

Esse é um dos caminhos para quem deseja dar o próximo passo para se tornar um médico cirurgião oftalmologista. Depois de ter concluído a faculdade, você pode procurar uma pós-graduação lato sensu, que servirá como especialização para que você consiga trabalhar na área desejada.

Para escolher um curso bom, vale a pena conferir se foi credenciado pelo CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Esta associação é responsável por diversas iniciativas relacionadas à profissão, como publicações científicas e a realização da Prova Nacional de Oftalmologia.

No entanto, a pós lato sensu, por si só, não concede o título de especialista. Para obtê-lo, você vai ter que fazer a prova de título do CBO. Já fizemos uma publicação dando mais detalhes sobre a os cursos de especialização, com informações mais detalhadas. Você pode conferir neste link.

Residência médica 

A residência médica em Oftalmologia é outro caminho para se tornar um médico cirurgião oftalmologista, e um dos mais comuns. Quem decide por essa opção enfrenta uma grande concorrência, já que a Oftalmologia é a nona especialidade mais concorrida nas provas de residência médica.

Tanta procura pode ser explicada por uma grande vantagem: essa é uma residência de acesso direto, ou seja, não há necessidade de nenhuma residência anterior. Você pode sair da faculdade e ir direto para essa etapa.

Além disso, ocorre o contato direto dos alunos com as práticas cirúrgicas durante a residência. Na USP, por exemplo, os R2 atuam como auxiliares e já podem realizar operações por conta própria.

Na Unifesp, os alunos do R2 aprendem a fazer cirurgia de catarata, uma das mais realizadas no Brasil. Quem estuda por lá também tem a opção de estagiar fora do país, já que a instituição realiza intercâmbios anuais com Stanford, Harvard, Bascon-Palmer e Chicago. Pensa na turbinada que um título desses pode dar ao seu currículo!

Os programas têm duração de, geralmente, três anos. Se você quer saber mais sobre a prática cirúrgica ao longo da especialização, acesse este post bem detalhado sobre o assunto. E, para entender melhor como funciona a residência na prática, confira as entrevistas que fizemos com alunos de instituições renomadas de São Paulo: USP, Unifesp e Unicamp.

Terceiro passo: fazer uma subespecialização como médico cirurgião oftalmologista

Ok, ao chegar neste ponto, o profissional já pode atender como Oftalmologista, fazer exames, receitar lentes e fazer algumas cirurgias. Porém, quem deseja focar totalmente seu trabalho na prática cirúrgica, ainda pode passar por um terceiro passo: a subespecialização.

Aqui, é possível aprender mais sobre os tipos específicos de cirurgia oftalmológica. Essa formação continuada é importante porque as técnicas são aprimoradas constantemente, além do surgimento de novas tecnologias que tornam as operações mais precisas e com melhores resultados. Para ser um bom profissional, você precisa estar disposto a aprender constantemente, sem parar no tempo. Só assim é possível ficar a par das novidades e aprimorar as técnicas.

E agora que você já sabe como se tornar médico cirurgião oftalmologista, confira algumas das subespecialidades que você pode cursar:

Glaucoma

Para o tratamento do glaucoma, a trabeculectomia é eficaz em até 90% dos casos. Nessa cirurgia, é criada uma via alternativa de drenagem, levando o tumor aquoso para o espaço subconjuntival. 

Ao mesmo tempo, trata-se de uma operação capaz de provocar diversas complicações, com o risco do paciente precisar de novos tratamentos ou intervenções. Em muitos casos, o processo de cicatrização faz com que a pressão ocular volte a subir, obrigando o paciente a usar colírios ou buscar outros procedimentos.

Vale citar que essa operação é realizada apenas em último caso, quando já se esgotaram as possibilidades de tratamento. Outro dado importante é que a cirurgia não é capaz de recuperar a visão já perdida, mas procura diminuir a progressão da doença.

Catarata

A catarata geralmente é tratada com a técnica de facoemulsificação, um procedimento bastante delicado e que requer uma aparelhagem bastante moderna. Essa técnica utiliza ultrassons para emulsificar o núcleo, facilitando a retirada da catarata.

Embora seja um procedimento extremamente delicado, é bem rápido. A cirurgia dura, em média, 10 minutos, com anestesia local. Ela é feita em hospitais privados e tem uma grande procura também no sistema público de saúde.

Uma operação de catarata bem-sucedida requer o trabalho de um profissional muito bem treinado, algo que a residência médica e a subespecialização certamente podem proporcionar.

Estrabismo

O estrabismo não só afeta a saúde dos olhos, como pode comprometer a autoestima do paciente. Atualmente, existem diversas técnicas para a correção do estrabismo. O objetivo da operação é ajustar o alinhamento dos olhos, mudando a posição dos músculos. O procedimento não tem limite de idade. Tanto crianças como adultos podem corrigir o estrabismo com cirurgia.

A operação é planejada de acordo com o grau de desvio ocular. Porém, deve ser feita apenas quando as outras opções de correção não conseguem resolver o problema, como o uso de tampão ou de óculos corretivo. A cirurgia também pode ser indicada para casos específicos, como estrabismo alto ou quando o desvio é constante na infância.

Blefaroplastia

A cirurgia plástica das pálpebras é bastante procurada para quem quer melhorar a estética do rosto. Ela é feita com a remoção do excesso de pele (a dermatocálase) e das bolsas de gordura palpebrais, trazendo um aspecto mais jovem.

Porém, essa intervenção também contribui para a saúde dos pacientes. A funcionalidade das pálpebras pode ficar comprometida em pessoas idosas. Para esses casos, a blefaroplastia é mais do que recomendada!

Cirurgia refrativa

A cirurgia refrativa corrige a visão do paciente e pode ser feita dentro do olho ou na córnea. É muito pedida por pessoas com alto grau de miopia e que buscam mais conforto no dia a dia, sem a necessidade do uso constante dos óculos para as atividades.

No entanto, as técnicas também podem ser usadas para a correção de astigmatismo e hipermetropia. São elas o LASIK, PRK e SMILE. A anestesia é tópica e a operação leva, em média, 10 minutos.

Traumas e urgências

Acidentes nos olhos são frequentes e precisam de um atendimento especializado o mais rápido possível. Com a subespecialização em traumas e urgências, você estará capacitado a atender esses pacientes e realizar cirurgias para retirada de corpos estranhos, entre outros procedimentos.

E aí, gostou de saber como se tornar um médico cirurgião oftalmologista?

Ficaram claros os passos que você deve tomar caso esteja pensando em como se tornar médico cirurgião oftalmologista? Além dos conhecimentos técnicos, outras competências também podem ajudar muito para a formação de um ótimo profissional, como paciência, capacidade de escuta, atenção aos detalhes, entre outros. Aproveite que está aqui no nosso Blog para saber quanto ganha um oftalmologista no Brasil

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MicaelHamra

Micael Hamra

Nascido em 1991, médico desde 2015, formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA) e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) finalizada em 2018. "Nunca quis seguir o fluxo. Sempre acreditei que existe uma fórmula do sucesso para cada um de nós. Se puder conquistar sua mente, poderá conquistar o mundo."