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Instituições mais buscadas para fazer residência em Geriatria em SP

A residência em Geriatria é bastante buscada por quem conclui o pré-requisito de Clínica Médica. Com duração de dois anos, tem uma rotina intensa em ambulatórios, enfermarias, atendimento domiciliar, serviços de reabilitação, cuidados paliativos, entre outros. Tudo voltado para pacientes de 60 anos de idade ou mais.

As instituições mais buscadas para fazer residência em Geriatria em SP
As instituições mais buscadas para fazer residência em Geriatria em SP

Sem dizer que a área é bastante promissora, sabia? A estimativa é que em 2060 existam mais idosos que jovens no Brasil. Mas a quantidade de geriatras ainda não acompanha esse processo: sim, são pouco mais de 1100 médicos geriatras para atender a toda a população brasileira.

Então, você pode fazer uma boa escolha ao se tornar esse profissional e de quebra aproveitar muitas oportunidades no mercado de trabalho. Afinal, como você pode ver, demanda não vai faltar!

Mas onde fazer residência médica em Geriatria? São Paulo é um dos estados mais procurados para este fim, assim como suas instituições médicas. E aqui está uma lista com as melhores opções para que você descubra qual se encaixa mais em seu perfil!

Residência em Geriatria na USP

A USP é uma das universidades mais concorridas do Brasil. No último edital, disponibilizou 16 vagas para residência em Geriatria, em um programa renomado que acontece no HC FMUSP.

Esse é um complexo de saúde gigante: conta com oito institutos especializados e mais dois hospitais auxiliares. Ao todo, oferece 2400 leitos para a população.

Somente para a Geriatria, a USP conta com 11 clínicas especializadas. Ao todo, são mais de mil atendimentos por ano, e por isso a universidade é referência na especialidade

Para completar, ela ainda desenvolve o famoso programa GEROSAUDE. Nele, são ministradas capacitações diversas sobre métodos e disciplinas de envelhecimento saudável, um apoio e tanto para a população e que tem a participação dos residentes.

Além disso, é considerado um dos polos de conhecimento técnico científico mais importantes de todo o país. É referência em ensino, extensão e pesquisa. A prova de residência médica da USP é conhecida por ser um tanto quanto difícil.

Por isso, é essencial se preparar bem, inclusive porque a concorrência é alta. Em 2022, a Geriatria teve 102 inscritos para as 16 vagas, o que resultou em 6,38 candidatos por vaga. A princípio, esse não parece um número assustador. Mas lembre-se, mais uma vez, que a prova é puxada, então nada de dar mole!

Quer saber mais? A gente já contou um pouco mais sobre como é a residência em Clínica Médica na USP-RP, se você quiser ter uma ideia do que vai enfrentar no início dessa jornada.

Unicamp

A Unicamp é uma instituição super buscada quando o assunto é residência em Clínica Médica. E como a Geriatria depende inteiramente desse pré-requisito, é natural que muita gente queira continuar sua formação na própria instituição.

Embora inclua alguns centros hospitalares, os futuros geriatras normalmente atuam no Hospital de Clínicas da Unicamp ou no Hospital Estadual de Sumaré. E, devido à excelente estrutura e suporte nesses hospitais, essa é uma universidade bastante popular quando se trata de Medicina.

A instituição ainda  é reconhecida pelo tratamento humanizado ao idoso e à família. Algo essencial para a prática médica, não apenas nessa especialidade, mas em todas as outras. Então, nada melhor do que estar em contato direto com esse tipo de experiência, não é mesmo?

No último edital, a Geriatria contou com apenas 2 vagas disponibilizadas, e teve 23 inscritos. Ou seja, a relação candidato/vaga resultou em 11,50. Muita gente para encarar, não é mesmo?

O modelo de prova da Unicamp não é tão diferente da USP em termos estruturais e nível de dificuldade. Sendo assim, é importante se jogar na preparação: procurar por edições antigas do exame e estudar por questões costuma ser uma das melhores estratégias para passar.

Unifesp

A Unifesp também entra na lista das mais procuradas para residência em Geriatria. Também conhecida como “Paulista”, seus residentes trabalham e estudam no Hospital São Paulo, o maior hospital universitário de todo o país.

Entretanto, as atividades de pesquisa são realizadas em polos específicos da universidade. A prova da instituição é conhecida por ter questões curtas e diretas. Por outro lado, o nível de dificuldade é bem alto.

Mas quem estuda pelas provas de edições de outros anos, têm muitas chances de se dar bem. Isso porque os temas e estruturas de questões se repetem bastante, então vale a pena ficar de olho nas provas para identificar as similaridades e ver quais delas você domina melhor. As especialidades clínicas, inclusive, mostram visivelmente quais são os assuntos “queridinhos” da banca.

Para 2022, a Unifesp oferece 12 vagas para Geriatria e 85 inscritos. Portanto, a concorrência se manifestou com uma média de 7 candidatos por vaga. Ou seja, é um número considerável de gente para deixar para trás e abocanhar de vez essa vaga, concorda?

Ficou ainda mais interessado nessa instituição? Então aproveite para saber mais sobre como é ser residente em Geriatria na Unifesp, com direito a relatos superinteressantes!

SUS-SP

Há ainda futuros geriatras que preferem prestar a prova do SUS-SP. Ela é a que mais conta com vagas e se destaca como o maior processo seletivo de residência médica do Brasil. Porém, no último edital, apenas 3 vagas se destinaram para Geriatria.

Então, a disputa foi consideravelmente acirrada, com 1,5 candidatos por vaga. Não são números elevados, de fato, mas essa baixa oferta serve como ponto de atenção para quem deseja atuar em um dos hospitais vinculados ao SUS-SP.

Aqui, a prova é de múltipla escolha, e tem um nível de dificuldade mediano, pois algumas questões são bem fáceis e outras muito difíceis. É o famoso equilíbrio, sabe como?

O SUS-SP tem uma prova com um esquema mais sucinto e menos demorado para encarar, e isso também atrai bastante concorrência. Em geral, quem se prepara para mais alguma instituição, também tem uma boa base para encarar essa prova aqui. Outra diferença é que o próprio candidato escolhe, por meio de um leilão, o hospital no qual deseja fazer a residência.

São cerca de 50 hospitais disponíveis. Alguns são muito concorridos, e é preciso conseguir uma boa nota na prova. Afinal, os mais bem colocados na classificação escolhem primeiro e asseguram oficialmente sua vaga antes que a lista comece a rodar.

Vale lembrar que o SUS-SP realiza a prova um pouco depois das outras instituições. Por esse motivo, quando o resultado sai, muita gente já se matriculou, e a relação candidato/vaga fica um pouco menos acirrada.

Residência em Geriatria no IAMSPE

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, que a gente conhece como IAMSPE, atende nada menos do que 1,3 milhão de usuários por ano. Ele abrange cerca de 80 hospitais no estado de São Paulo, incluindo o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em que os residentes atuam.

É reconhecido nacional e internacionalmente pela qualidade de seus serviços e estrutura. Além disso, seus programas de residência médica são muito elogiados. A história desse hospital é muito marcante na Medicina Brasileira. Então, vale a pena saber mais detalhes a respeito e descobrir mais sobre o que ele oferece a seus médicos e residentes.

E é por isso que é um dos mais buscados para quem quer fazer Geriatria. No último edital, foram oferecidas 10 vagas para a especialidade. A concorrência não ficou atrás das instituições de SP que você já viu por aqui, afinal, o nível de cobrança e de dificuldade da prova é igualmente alto.

Como a Geriatria é uma subespecialidade clínica, talvez você esteja aqui porque já tenha encarado os dois anos previstos para a Clínica Médica. Então, tem uma boa ideia das exigências para as provas e como se preparar para o processo seletivo. Mas vale a pena atentar para algumas dicas em relação a essa instituição.

Por exemplo, a prova do IAMSPE é conhecida por ter questões diretas. As questões têm aquele estilo “sabe ou não sabe”, então não rola muito improvisar. É um exame que também traz uma quantidade considerável de imagens, e, para especialidades clínicas, existem muitas questões voltadas para a análise de casos clínicos.

E aí? Muitas opções para fazer residência em Geriatria em SP?

Escolher onde fazer Geriatria é um desafio, e a gente sabe disso. Por isso, a intenção aqui é apresentar um pouco mais sobre as grandes instituições de SP, para que você veja quais pontos são mais interessantes para seus objetivos e o que combina mais com seus planos para o futuro.

Não se esqueça de que, quanto mais completo é o programa, melhor será a sua formação. Os casos de saúde do idoso costumam ser bastante desafiadores, então é fundamental estar muito bem capacitado para enfrentá-las e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Ah, e se você quer saber ainda mais sobre o assunto, é bom dar uma olhada no podcast Finalmente Residente. Nele, recebemos convidados que falam sobre suas vivências nas mais variadas residências e instituições do país!

O mais interessante nisso tudo é que você pode ouvir a voz da experiência e conhecer os principais aspectos dessa etapa por meio de quem vive (ou viveu) com afinco a vida de residente. A Gabriela Leopoldo, por exemplo, contou um pouco pra gente sobre a residência em Geriatria na Unifesp. Ele é fera, então, corre lá pra conferir!

Não se esqueça de checar, também, o que a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia fala sobre cada uma dessas residências. Assim, você saberá em que posição elas estão elencadas como melhores no Brasil e poderá conhecer também instituições de outros estados.

Agora, o próximo passo é se preparar muito para encarar as provas e conquistar a tão sonhada vaga na residência em Geriatria. Então, aproveite que está aqui e siga a gente no Instagram e no Facebook para pegar algumas dicas espertas sobre como se dar bem nesse processo!

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Ana KarolineBittencourt Alves

Ana Karoline Bittencourt Alves

Catarinense nascida em 1995, criada em Imbituba e apaixonada por uma praia. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2018, com residência em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo (USP-SP 2019-2021) e professora de Clínica na Medway. "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender" - Paulo Freire.