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O que é preciso para ser um neurocirurgião?

Você sabe o que é preciso para ser um neurocirurgião? Essa é uma área bastante complexa da Medicina, uma vez que o médico lida com pacientes que apresentam doenças no sistema nervoso central e periférico.

Alguns exemplos de enfermidades tratadas pelo neurocirurgião são a epilepsia, a hidrocefalia, o aneurisma e outras diversas doenças ligadas à medula espinhal e coluna cervical. Ou seja, são regiões muito sensíveis do corpo humano, que exigem atenção redobrada por parte do profissional para um diagnóstico preciso e uma boa reabilitação do paciente.

Agora que você já tem uma ideia a respeito dessa atuação tão importante, que tal se aprofundar mais em outros detalhes a respeito do trabalho feito pelo médico neurocirurgião? Assim, você terá uma boa base caso queira seguir por este caminho. Vamos lá?

O que um neurocirurgião faz?

Antes de falar sobre o que é preciso para ser um neurocirurgião, vale a pena entender um pouco mais sobre como é a rotina dele. Para começar, você viu que ele é responsável pelo diagnóstico de várias doenças relacionadas ao sistema nervoso do ser humano. Uma simples dor de cabeça, por exemplo, pode significar um transtorno sério que demanda cuidados específicos e tratamentos elaborados.

Para chegar às respostas, o médico precisa realizar uma série de exames por imagem, como a ressonância magnética e tomografia. Além disso, ele está em contato direto com técnicas diferenciadas que se apoiam na tecnologia para serem executadas.

Afinal, esse profissional atua em áreas do corpo de grande sensibilidade, então é fundamental que os procedimentos sejam tão rápidos e precisos quanto possível. Por fim, é o neurocirurgião que bate o martelo para descartar ou encaminhar o paciente para uma cirurgia, em todas as situações que envolvam doenças e lesões.

Quanto ganha um neurocirurgião?

E quanto ganha um neurocirurgião? Diante de tantas responsabilidades, vale mencionar antes de mais nada que a sua carreira será pautada em muita dedicação aos estudos. Essa é uma área que não para de evoluir, então se atualizar é essencial.

Sendo assim, o salário do neurocirurgião é baseado em sua experiência e em seu currículo. Mas outros fatores também influenciam essa questão: se a atuação é no setor público ou privado, em qual estado do Brasil você trabalha e a quais atividades se dedica.

Ainda é preciso lembrar que neurocirurgiões passam boa parte de seu tempo em plantões. Então é possível considerar os adicionais noturnos e por insalubridade e periculosidade. Em média, 25 horas semanais de trabalho desse profissional equivalem a ganhos de R$ 6,9 mil.

Afinal, o que é preciso para ser um neurocirurgião?

Pronto! Depois dessa pequena introdução, é hora de entender melhor o que é preciso para ser um neurocirurgião. Essa é uma carreira de construção a longo prazo, mas muito gratificante. E aqui estão algumas etapas que você provavelmente enfrentará para se tornar um profissional de sucesso!

Faculdade de Medicina

Para começar, o neurocirurgião precisa ter uma boa performance na faculdade de Medicina. Escolher instituições renomadas e respeitadas é o primeiro passo para conquistar um espaço no mercado e para ter uma boa base ao desenvolver habilidades e conhecimentos técnicos.

Em geral, o curso tem a duração de seis anos. Ele é dividido em ciclo básico, ciclo clínico e internato. Assim, o médico passa por todas as experiências teóricas e práticas necessárias à sua atuação.

A faculdade é um curso integral, com uma grade curricular extensa. Mesmo assim, é possível dividir o tempo com estágios e monitorias, muitos deles oferecidos pela própria instituição como atividades extracurriculares.

Por falar nelas, participar de eventos, cursos e workshops da área também é muito importante para complementar sua atuação. Isso pode ser feito desde o primeiro ano da faculdade, para que você possa se ambientar em meio a outros profissionais e fazer novos contatos.

Residência médica

O próximo passo para ser um neurocirurgião é fazer a residência médica. Ela tem a duração de cinco anos e é de acesso direto. Ao finalizá-la, o médico tem a opção de passar um ou mais anos opcionais dentro do programa. Afinal, a neurocirurgia conta com uma série de subespecialidades.

As determinações do programa de residência em neurocirurgia são definidas pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Neurologia.

Contudo, o conteúdo abordado pode variar de instituição para instituição, já que cada uma tem características próprias. As diretrizes são utilizadas apenas para padronizar a formação.

A residência médica em Neurocirurgia tem uma rotina agitada. O residente trabalha no atendimento no ambulatório, passa um tempo na emergência, participa de avaliações de pós-operatório, e lida com atividades acadêmicas de pesquisa. No entanto, fica a maior parte da jornada em atividades no bloco cirúrgico.

Nessa oportunidade, ele ficará sob a supervisão de profissionais experientes e renomados. Aos poucos assumirá práticas e procedimentos, de acordo com as orientações de seus tutores. Entre os principais procedimentos estão:

  • Drenagem de hematomas;
  • Derivação ventricular externa;
  • Tratamento cirúrgico de afundamento;
  • Implante de cateter para monitorização da pressão intracraniana.

Essa é uma experiência fundamental, que se torna ainda mais completa em instituições de ensino de grande reconhecimento no Brasil. E que, principalmente, se dedicam à Neurologia e Neurocirurgia.

Áreas de atuação na Neurocirurgia

Durante a residência médica, você conhecerá melhor as áreas de atuação da Neurocirurgia. Assim, poderá decidir como será a sua subespecialização e em qual setor você começará a atuar. São elas:

  • Vascular;
  • Pediátrica;
  • Endovascular;
  • Base do crânio;
  • Funcional e dor;
  • Coluna vertebral;
  • Nervos periféricos;
  • Oncológica (tumores);
  • Trauma e terapia intensiva.

Outro ponto interessante a ser ressaltado é que a atuação do profissional, a depender da subárea escolhida, não precisa se restringir à prática no hospital. Ele também pode trabalhar em consultórios, clínicas e até mesmo gerir o seu próprio negócio.

Esses detalhes são essenciais para compreender o que é preciso para ser um neurocirurgião. As exigências começam logo na faculdade, mas é na residência médica que se adquire o conhecimento necessário para um bom desempenho e entendimento da profissão. Inclusive, já conversamos com residentes de Neurocirurgia da USP, da Unifesp e da Unicamp; basta clicar no nome de cada instituição para descobrir o que eles contaram para nós sobre o dia a dia da residência. 

Portanto, se você deseja se tornar um neurocirurgião, conheça agora mesmo a Academia Medway e comece a estudar com a gente! Esse é o nosso espaço com materiais online e gratuitos, como e-books, guias estatísticos e minicursos, para auxiliar você na sua jornada rumo à residência médica. Comece baixando o e-book 20 Questões Comentadas de Cirurgia da Unifesp! Assim, você se prepara com o melhor direcionamento e obtém excelentes resultados nas provas que prestar. Esperamos por você!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.