Os 3 hospitais mais concorridos para fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP

Com a aproximação das provas de residência, as chances são de que você já saiba para o que quer prestar e no que quer se especializar. Para muitos que estão lendo isso, já não há muitas dúvidas: o objetivo é fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP. A boa é que você só precisa de uma das 66 vagas que estão sendo oferecidas neste processo seletivo (o terceiro maior número de vagas do SUS-SP). Por outro lado, a concorrência é bem alta, especialmente para os hospitais mais buscados. Em 2019, foram 13 candidatos disputando cada uma dessas vagas.

Mas, como muitos já devem saber, no processo seletivo de residência do SUS-SP não dá pra dizer que a concorrência por todas as vagas é a mesma. Isso porque, você pode “escolher” o hospital em que vai atuar – e, como tudo na vida, é claro que as vagas de alguns programas são muito mais disputadas que as de outros.

Apesar de tudo, tem gente que pode não estar ligada nessa parte do processo seletivo, então antes de continuar dá um pulo lá no nosso artigo em que falamos tudo sobre a prova do SUS-SP, direto ao ponto. Nele, explicamos como funciona o leilão de vagas do SUS-SP, além de mencionar outras informações importantes da prova!

Leu? Então vamo lá: você sabe quais são os hospitais mais concorridos para quem quer fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP? Hoje vamos contar quais são as três instituições mais disputadas e explicar um pouquinho da razão por que esses programas são tão buscados. Tudo pronto?

Hospital Pérola Byington

Um hospital que se destaca pela tradição e pela estrutura, com capacidade de atender um grande volume de casos, é o Hospital Pérola Byington. Fundado em 1959, chegando a quase 62 anos de atuação, trata-se de um hospital referência no que diz respeito à saúde da mulher. 

O Pérola, como também é conhecido, se destaca por seu papel no tratamento do câncer ginecológico e mamário, reprodução humana, planejamento familiar, esterilidade, sexualidade, violência sexual e uroginecologia, além de contribuir para o desenvolvimento de tecnologias e atividades de ensino. O hospital fica no bairro Bela Vista, ocupando posição de destaque na zona central de São Paulo.

Hospital Pérola Byington (Créditos: duAmorim/A2 FOTOGRAFIA)
Hospital Pérola Byington (Créditos: duAmorim/A2 FOTOGRAFIA)

Tudo isso faz com que o Hospital Pérola Byington seja uma das principais opções para quem quer fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP! Muitos pacientes, grande volume de procedimentos, tradição, estrutura robusta… tudo que o residente sonha!

São 4 andares destinados a atendimento, cada um contando com 17 consultórios, nos quais são feitas mais de 20 mil consultas por mês! Somando todo o atendimento que o ambulatório oferece para os clientes (farmácia, coleta de sangue e urina, exames de ECG e Testes Urodinâmicos, atendimentos de fisioterapia, psicologia, enfermagem, terapia ocupacional e educadoras) esse número chega a 60.000! Ou seja: experiência é o que não vai faltar pra você pegar mão!

Um ponto que pode não agradar a alguns, no entanto, é que o Pérola Byington não tem um enfoque tão forte na parte acadêmica da residência. Dependendo do seu objetivo na especialização, esse pode ser um ponto a se levar em consideração!

Hospital Santa Marcelina

A residência em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Marcelina é uma das mais tradicionais, além de oferecer uma vivência prática muito interessante para os residentes – por essa razão, é uma das mais desejadas do leilão (e nem só pra GO, aliás, pois o Hospital também fica entre as 3 mais buscadas pra fazer residência em Clínica Médica e Otorrino, por exemplo).

Alguns de vocês devem se perguntar o que a gente quer dizer com isso de “tradição”. E a gente explica: o Hospital Santa Marcelina já acumula quase 60 anos de atuação, e muito médico bom saiu de lá. O hospital é cheio de preceptores bons e reconhecidos em todo o país!

Hospital Santa Marcelina, um dos mais concorridos para se fazer a residência em Clínica Médica no SUS-SP
Hospital Santa Marcelina, um dos mais disputados para a residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP

Claro que não é só de tradição que se constrói uma reputação, também – tamanho e estrutura tecnológica, por exemplo, também contam muito, e nesses aspectos o Hospital Santa Marcelina também não deixa a desejar. Estamos falando do principal hospital da Zona Leste que atende o SUS, e isso não é pouca coisa – se você pensar que a Zona Leste de São Paulo tem uma população maior que todo o Uruguai, isso já dá uma baita dimensão.

Isso tudo significa que o volume de casos e procedimentos que você vai poder realizar fazendo residência em Ginecologia e Obstetrícia por lá é enorme – além da variedade nesses casos, né? Não só pacientes de alto risco, chega de tudo: pacientes oncológicas, da Mastologia, casos diversos de Obstetrícia, de partos simples a lúpicas, e por aí vai. As cirurgias também são bem frequentes!

Outro ponto positivo do Hospital Santa Marcelina para quem quer fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP é o fato de ele oferecer uma formação completa, pois vai estar próximo de residentes de outras especialidades clínicas. Ou seja: residentes lá pegam mão e aprendem muito, inclusive na parte teórica e acadêmica, que também é forte.

Vale mencionar que a localização do Hospital Santa Marcelina pode ser um empecilho para alguns candidatos à residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP, afinal, a distância de Itaquera para o centro e outras regiões importantes da capital é considerável, portanto leve isso em conta na hora da sua escolha!

Se você quer conhecer tudo sobre essa instituição, dá só uma olhada no nosso artigo. É só clicar abaixo!

Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP: Santa Marcelina

Hospital do Mandaqui

O Conjunto Hospitalar do Mandaqui, mais conhecido somente como Hospital do Mandaqui, se destaca não apenas pela sua tradição, com seus incríveis 82 anos de atuação, sendo um dos destaques da Zona Norte de São Paulo, mas também pela sua estrutura: são cerca de 450 leitos!

Pode até soar repetitivo o fato de todos esses programas terem em comum o fato de terem muita tradição, um grande volume de atendimentos e uma estrutura enorme, mas a verdade é que esses são os itens fundamentais para levar em consideração na hora de escolher um programa de residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP.

Conjunto Hospitalar do Mandaqui, outra instituição muito concorrida para a residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP
Conjunto Hospitalar do Mandaqui

No caso do Hospital do Mandaqui, por exemplo, são realizados cerca de 11 mil atendimentos por mês no pronto-socorro, além de mais 12 mil no ambulatório. Dificilmente você vai terminar a residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital do Mandaqui sem estar manjando de tudo quanto é procedimento!

Mas nem tudo são flores, né? A carga horária é bem puxada, especialmente nos primeiros semestres, muitas vezes ocupando praticamente o dia inteiro – algo que você certamente precisa levar em consideração se tiver o objetivo de complementar a renda fazendo plantões externos.

Bônus: Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros + Beneficência Portuguesa de São Paulo

Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros

Apesar da proeminência que mencionamos ao falar do Hospital Santa Marcelina, ele não é o único grande nome da Zona Leste. O Leonor Mendes de Barros é outro gigante dessa parte da cidade quando o assunto é residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP. Com mais de 60 anos de história, o fluxo de atendimentos desse hospital é consideravelmente alto, chegando a uma média de 400 partos e 150 cirurgias por mês. Também não deixa a desejar em relação a outros tipos de procedimentos, apresentando uma carga horária alta, assim como a do Hospital do Mandaqui.

No entanto, esteja pronto para procurar um lugar próximo para morar ou para acordar muito cedo, pois o Hospital Maternidade não tem alojamento interno! Apesar disso, é um bom local para se fazer a residência, então não deixe de analisar a possibilidade!

Beneficência Portuguesa de São Paulo

Um terceiro nome da Zona Leste, embora dessa vez localizado na Penha, o Complexo Hospitalar da Beneficência Portuguesa também não fica tão atrás. Com uma média de 300 a 350 partos por mês, é uma instituição que traz um diferencial no enfoque dado à parte acadêmica da especialização – sem deixar pra trás a importância de colocar a mão na massa e vivenciar os casos na prática.

O R1, como é de se esperar, também é um pouco puxado, mas ninguém vai lá pra tirar folga, né – mesmo que se trate de um complexo com tantos leitos (são 1080!). Não deixe de levar a BP em consideração quando for fazer a escolha da instituição para a residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP!

Ficou mais fácil decidir onde fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP?

Gostou de saber mais sobre os hospitais mais disputados para fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS-SP? Então dá uma olhada também no nosso artigo sobre quanto ganha um ginecologista!

Agora é hora de pesar os prós e contras para chegar decidido no leilão do SUS-SP quando for sua vez! E se liga: se você ainda estiver na dúvida sobre qual programa escolher, aproveita pra dar uma olhada nas entrevistas que fizemos com alunos da residência em Ginecologia e Obstetrícia da Unifesp, da USP-SP e da USP-RP.

Mas se você está decidido a focar no SUS, então já sabe que a prova de residência médica do SUS-SP tem apenas uma fase, composta de uma prova teórica objetiva de múltipla escolha. Ou seja, você só vai ter uma chance de mostrar a que veio, então não dá pra ficar perdendo tempo nessa reta final estudando o que não vai cair, hein? Baixe o nosso Guia Estatístico gratuito e descubra quais são os 6 focos mais cobrados em cada grande área!

Até a próxima!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.