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Pós-graduação em Medicina Intensiva: o que esperar do curso

Essa é uma daquelas especializações que costumam ser bem desejadas pelos médicos que já possuem outra nas áreas correlatas. Isso por conta da grande demanda de profissionais para a área e por ser um campo ainda novo na medicina, cheio de novidades tecnológicas e de procedimentos de monitorização de pacientes que estão em tratamentos de doenças com quadros que inspiram mais cuidados. 

Se você curte esse campo da área médica, é cuidadoso e atencioso com pacientes e seus familiares, tem raciocínio clínico apurado e observação constante, sonha em atuar nos hospitais que possuam leitos de UTIs gerais ou mesmo especializadas, essa pode ser a sua especialidade! Vem com que a gente te conta tudo sobre a pós-graduação em Medicina Intensiva e o que você pode esperar do curso. 

Qual a diferença da pós-graduação e da residência?

Muita gente ainda pode se confundir, mas a pós-graduação em medicina pode ser considerada uma especialização, uma complementação ou mesmo um aprofundamento teórico de uma determinada área. Essas são as opções de graduação chamadas lato sensu Costuma ter uma carga horária mais flexível, nem sempre têm aulas práticas e algumas instituições de ensino exigem um trabalho de conclusão de curso ou uma monografia para aprovação final do aluno. Mas tudo isso é regulamentado pelo Ministério da Educação (MEC).

Há também no rol das pós-graduações, aquela que possibilita que o profissional possa ser um professor universitário e pesquisador em universidades públicas ou privadas com o mestrado e posteriormente o doutorado, também conhecidos por pós-graduação stricto sensu. Quer saber mais sobre pós-graduação em medicina? Então confere aqui tudo sobre essa modalidade de especialização. 

Já a residência médica é uma categoria de especialização com treinamento em serviço, o que significa que vai ter sim prática de procedimentos e o médico vai precisar se dedicar aos estágios e plantões, além das aulas teóricas e das discussões de casos com os seus professores e os preceptores. A carga horária é bem maior que a da pós-graduação; em média, são 2.880 horas anuais. Isso vai exigir do aluno dedicação praticamente exclusiva ao curso. A residência médica costuma ser um dos primeiros passos para muitos estudantes de medicina e se você é um deles não pode deixar de ler tudinho sobre isso, afinal de contas é a sua carreira profissional que está em jogo e dúvidas não cabem mais, não é mesmo? Ah, e você já pode aproveitar e dar uma olhada no nosso guia completo sobre residência médica para profissionais e estudantes e descobrir quais são as especialidades mais concorridas! 

A pós-graduação em Medicina Intensiva

Com os inúmeros avanços tecnológicos nas últimas décadas, praticamente todas as áreas da medicina foram beneficiadas, em especial a Medicina Intensiva, que tem se tornado cada vez mais essencial no tratamento de pacientes graves. 

Isso porque são nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) que as chances de sucesso na recuperação de pacientes que saem de cirurgias complexas, de pacientes acometidos por disfunções orgânicas múltiplas ou ainda de pacientes politraumatizados aumentam; e é lá também que se observa uma acentuada diminuição da mortalidade.

Já dá pra gente ver de longe que mesmo sendo uma especialidade relativamente nova, é de um impacto imenso na sociedade moderna. E por isso, a demanda de profissionais habilitados na área não para de crescer, bem como a procura de médicos interessados nos cursos de pós-graduação em Medicina Intensiva. 

Mas pra começar nossa conversa é bom que você saiba que pra fazer pós-graduação em Medicina Intensiva é necessário já possuir uma residência médica, que dura em média dois anos, as especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Anestesiologia, Infectologia ou Neurologia. Aí sim, depois disso, você vai poder realizar o curso de pós-graduação em Medicina Intensiva, que também tem aproximadamente dois anos de duração. 

A gente já viu que pra trabalhar na área é preciso de alguns anos de dedicação aos estudos pra conhecer todos os detalhes que permeiam a prática de sua atuação. Isso vai servir para dar segurança e aumentar a eficiência no tratamento do paciente internado, além de promover o acolhimento necessário para os seus familiares. 

Não bastasse isso, pra se tornar um médico intensivista é necessário atualização constante a áreas muito específicas. Hoje em dia, há uma infinidade de pesquisas em desenvolvimento para implementar soluções cada vez mais tecnológicas e eficientes nos cuidados dos pacientes em terapia intensiva, para ajudar a promover mais saúde e conforto com monitoramento eficiente e diagnósticos ainda mais precisos. Esses avanços servem para minimizar as chances de erros que eventualmente podem ocorrer em situações de emergência, como as paradas respiratórias, choques, entre outras.

Além do desenvolvimento pessoal de algumas habilidades importantes, tais como raciocínio clínico rápido e apurado, conhecimento de tecnologia e ter uma visão humana de sua profissão, já que o impacto da humanização do atendimento na UTI é positivo para a recuperação do paciente e tranquilidade da família do internado. 

Posso tirar título de especialista depois de cursar a pós-graduação em Medicina Intensiva?

Pra ajudar a responder essa pergunta, que muitos médicos buscando atuar na terapia intensiva sempre fazem, a gente te responde com base nas informações dadas pela Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB)! E já te adiantamos que é possível fazer a prova de título junto à AMIB-AMB. Mas, ainda assim, o curso não é obrigatório para a prova de título. Ficou curioso? Vamos te explicar direitinho quais são os critérios para conseguir se tornar especialista sem a residência. Vem com a gente! 

O curso de pós-graduação lato sensu em Medicina Intensiva vem preencher uma importante lacuna na atualização e no aperfeiçoamento do conhecimento de profissionais que atuam na área intensivista, para tentar dar conta de ajudar cada vez mais profissionais a melhorar a qualidade do atendimento prestado ao paciente crítico. 

A AMIB — que chancela o curso de pós-graduação — reconhece a necessidade de formação de novos profissionais na área de Medicina Intensiva por meio da residência médica e tem ciência da impossibilidade de levar essa formação, num prazo tão curto e em tempo recorde, a todo o país. Por isso, como uma ação mais que necessária e urgente, desenvolveu projetos de Educação Continuada para qualificar e capacitar os profissionais que atuam nessa área médica. 

Aqui no Brasil, para ser especialista tem que ter a residência médica ou ainda estágio com carga horária equivalente à residência médica. Isso mesmo! Há dois caminhos: o primeiro é fazer a prova de título reconhecida pela Associação Médica Brasileira da sua área de especialização. O segundo é pouco usual, mas é uma possibilidade: se houver comprovação do exercício profissional da área pretendida pelo dobro do tempo da duração da residência, pode ser requerido o título de especialista na área. Fica a dica aí, galera! 

E aí? Gostou de saber mais sobre a pós-graduação em Medicina Intensiva? 

Se ainda está balançando entre uma pós ou a residência, faça aqui o seu teste vocacional de medicina e descubra qual carreira médica é a sua cara! 

E pra você que curte a agitação da urgência e emergência, se liga nessa! A nossa Semana da Emergência tem 3 aulas gratuitas em que você vai descobrir como dominar com segurança qualquer paciente grave que chegar no seu plantão, com simulações realísticas e direto ao ponto para você não vacilar no PS!

E vem se preparar para as provas de residência! Inscreva-se no Intensivo São Paulo, o nosso curso com videoaulas ao vivo e gravadas com os temas que você realmente precisa saber para ingressar nas principais instituições do estado e mais: um app com milhares de questões comentadas. Não perca: é a sua oportunidade de estudar na reta final para tentar a especialização. 

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Bora pra cima! 

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.