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Pós-graduação em Uroginecologia: opções para quem quer se especializar mais

De olho no futuro depois da graduação em Medicina? Começar a pensar a respeito de uma especialização é fundamental. E, entre tantas opções interessantes e com bons rendimentos na área, considerar a pós-graduação em Uroginecologia pode ser um excelente caminho a se seguir.

A especialidade é um tanto quanto recente, mas tem se desenvolvido muito bem e ajudado inúmeras mulheres a terem mais qualidade de vida. Além de se cuidarem mais e se tornarem cientes da necessidade de prevenção e reabilitação de problemas no sistema urinário feminino.

Que tal descobrir um pouco mais sobre ela? Neste artigo, tiramos todas as dúvidas sobre o assunto e ajudamos você na decisão importante de se especializar. Confira!

O que é Uroginecologia?

Antes de falar sobre a pós-graduação em Uroginecologia, é importante ter uma visão geral sobre o que ela faz. Sendo assim, a Uroginecologia é a especialidade que trata de todas as situações que envolvem o sistema urinário feminino. Como, por exemplo, infecções urinárias, no útero ou na bexiga, flacidez vaginal, dor pélvica, vulvodinia, incontinência fecal e incontinência urinária.

Em alguns casos, o médico precisa trabalhar em conjunto com o fisioterapeuta. Isso porque o segundo profissional será capaz de indicar exercícios para o assoalho pélvico, de acordo com a necessidade de cada paciente, parte importante do tratamento de muitos desses problemas.

Em geral, a rotina do uroginecologista consiste em diagnosticar e tratar desconfortos do trato urinário feminino. Mas para além da atuação clínica em hospitais e consultórios, ele também pode realizar terapias e cirurgias específicas, de acordo com o interesse em sua especialização.

Entre os exames mais comuns — os quais ter conhecimento será essencial —, estão o raio-x, a ressonância, a ultrassonografia, o estudo da urodinâmica e a cistoscopia. As consultas podem ser agendadas diretamente na especialidade, ou então os pacientes são encaminhados por outro médico, normalmente um médico generalista, como o clínico geral.

Como é o mercado de trabalho?

Para quem tem pós-graduação em Uroginecologia, o mercado de trabalho é bem próspero. Como é uma especialidade direcionada para um nicho tão específico, a demanda é alta. O atendimento pode ser destinado também para mulheres grávidas ou puérperas, o que aumenta as possibilidades de atuação.

Vale ainda lembrar que novas tecnologias surgem a todo momento. Sendo assim, se atualizar significa proporcionar novos tratamentos e atendimentos para seus pacientes, de modo a garantir qualidade de vida e passar confiança em seu trabalho.

Como funciona a pós-graduação em Uroginecologia?

Os cursos de pós-graduação em Uroginecologia têm, aproximadamente, 420 horas de duração. O foco do conteúdo ministrado é exclusivamente na saúde da mulher, tanto no atendimento a gestantes quanto em outros aspectos da saúde feminina: sexualidade, mastectomia, incontinências, entre outros.

Além disso, a experiência visa aprofundar conhecimentos acerca de todas as disfunções que possam porventura surgir no assoalho pélvico. Para além da prática clínica e cirúrgica, o curso também oferece noções de atendimento humanizado, algo essencial para facilitar a adesão da paciente a tratamentos e procedimentos que sejam necessários para sua recuperação.

Entre as disciplinas estudadas, estão: Prática Terapêutica, Anatomia e Fisiologia, Fisiopatologia da Incontinência Urinária, Abordagem das Disfunções Sexuais da Mulher, Oncologia Ginecológica, Gestação de Alto e Baixo Risco, entre outras. É um curso bastante completo e que pode ser realizado em grandes universidades do país.

Por isso, pesquise a respeito da carga horária, da grade curricular e da instituição de escolha para checar se o curso que você escolheu atende a esses requisitos. Ao final da pós-graduação, o profissional sai devidamente certificado para atualizar seu registro junto ao CRM.

Posso me especializar por meio da residência médica?

Para completar, você também pode se especializar em Uroginecologia por meio da residência médica. No entanto, além da graduação em Medicina, precisa ter concluído dois anos em Ginecologia e Obstetrícia para, então, buscar um fellowship (complementação especializada) em Uroginecologia e Disfunções do Assoalho Pélvico.

O processo seletivo é comum a qualquer outra residência. Você passa por uma prova teórica e outra prova prática. Em alguns processos seletivos, precisa participar de uma entrevista, enquanto em outros a análise de currículo será o fator decisivo para assegurar sua vaga.

Durante o período de estudos, o residente tem vivência direta na prática clínica. Primeiro, atua no acompanhamento de pacientes que estão em tratamento, para conhecer casos e procedimentos. Mais tarde, tem também a experiência na realização de exames e diagnósticos. Todas as etapas são devidamente supervisionadas por um tutor da instituição escolhida.

Além da carga prática, é preciso também fazer algumas horas de plantão. E, em paralelo, as aulas teóricas continuam a acontecer, e permitem que o residente desenvolva pesquisas, participe de eventos e continue a desenvolver sua rede de contatos para garantir ainda mais opções na carreira. É uma residência longa, mas muito gratificante, com amplas possibilidades de atuação e que podem render muitas vivências e pacientes satisfeitas na medida em que o médico fica mais experiente.

Gostou de saber um pouco mais sobre a pós-graduação em Uroginecologia? 

Como você viu, essa é uma área repleta de possibilidades para o estudante de Medicina, e uma jornada bastante interessante para quem deseja ter bons rendimentos e construir uma carreira sólida.

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.