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Prova de título de Neurologia: o que você precisa saber

Para ser considerado especialista pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN), o médico deve fazer uma prova de título de neurologia. Esse processo seletivo acontece em três etapas, como na maioria dos concursos, e se divide em:

  • prova teórica (fase eliminatória) – valor percentual de 40%;
  • prova audiovisual e discussão de casos clínicos (fase final) – valor percentual de 35%;
  • análise curricular (fase final) – valor percentual de 25%.

A prova teórica é composta por 100 questões de múltipla escolha, enquanto a prova audiovisual é formada por 20 perguntas, com imagens e vídeos de pacientes ou de exames complementares. Na segunda etapa da fase final, o candidato é avaliado quanto ao desempenho na discussão de casos clínicos neurológicos e no exame neurológico.

O candidato interessado no título de especialista deve obter a nota mínima seis na prova teórica para estar apto às fases finais. Depois de participar da prova audiovisual, o estudante passa pela análise de currículo, pontuada por critérios objetivos conforme os padrões de avaliação da instituição. 

O peso da análise é importante para o desempenho do médico na prova de título de neurologia. Ela é feita pela Comissão de Educação Médica e pontuada a partir dos documentos considerados válidos, como o currículo nos moldes indicados pela ABN, os comprovantes de formação, a educação continuada e a produção científica. 

Edital da prova de título de neurologia

O médico pode verificar os temas da prova e as sugestões bibliográficas no edital de cada ano. Entre as 27 matérias cobradas na prova, estão: neuroanatomia, neurofisiologia, neuroimagem, neurologia cognitiva e do comportamento, transtornos do sono e epilepsias. 

As inscrições são feitas separadamente para a fase eliminatória (prova teórica) e para a fase final (prova audiovisual e análise do currículo). Na última edição, as duas provas aconteceram on-line, por meio de browser seguro, instalado no computador pessoal do candidato. As instruções de aplicação foram feitas pela instituição. 

Após a divulgação do resultado da fase eliminatória, o candidato ao título de especialista em neurologia deve pagar a taxa e enviar os documentos de análise de currículo. A lista de exigências também está descrita no edital e deve ser entregue dentro do prazo para comprovar a experiência na área. 

Ao término da análise curricular, a nota final mínima para obtenção do título de especialista em neurologia é de sete pontos. Ela é resultante da média entre as pontuações de cada fase do concurso.

Residência em neurologia

Para participar da prova de título de neurologia e ser considerado especialista, o médico deve ter concluído uma residência que dura três anos. Cada programa de residência possui exigências que variam de acordo com a instituição, mas, em linhas gerais, é necessário fazer uma prova de acesso direto.

Como cada processo seletivo é diferente, o acadêmico precisa pesquisar com antecedência as vagas de interesse e estudar as temáticas recorrentes das provas. É importante manter uma rotina de estudos para ser aprovado. Além disso, existem cursos preparatórios, que oferecem simulados, videoaulas e suporte para dúvidas. 

Depois da aprovação, o médico passa pelo primeiro ano de residência, focado na parte clínica. Os dois outros anos enfatizam a neurologia. Nesse período, o residente aprende a resolver os problemas neurológicos de diferentes casos clínicos na prática, sob a supervisão de docentes experientes na área. 

A Academia Brasileira de Neurologia dispõe de mais de 100 programas de residência médica. São diversas opções de instituições: mantidas por órgãos governamentais, relacionadas ao militarismo, filantrópicas e muito mais. Vale a pena considerar essa variedade para a residência médica em neurologia.

Como se preparar para as provas de residência?

Mais do que estudar, é preciso administrar o curto tempo para ser produtivo. Por isso, contar com um curso preparatório pode ajudar o candidato a ter resultados positivos. Nos nossos cursos, você conta com apostilas, aprende técnicas de estudo e tira suas dúvidas em videoaulas gravadas ou ao vivo.

O diferencial do curso são as vantagens oferecidas pela plataforma exclusiva do aplicativo. Nela, cada futuro residente pode fazer anotações durante a aula, acessar o banco de questões comentadas e falar com o time de professores pelo suporte disponibilizado. 

O que é a ABN?

A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, voltada para os profissionais que atuam na área. Desde os anos 60, ela contribui para o progresso de técnicas utilizadas em pesquisas, diagnósticos, cirurgias e tratamentos das condições clínicas e patologias cerebrais. 

A associação tem dois grandes conselhos, o deliberativo e o fiscal de patrimônio, que são a força motriz de toda essa estrutura. Os conselhos tomam as decisões sobre as pautas científicas ou de cunho financeiro interno. Analogamente, os  membros decidem as pautas importantes de forma democrática.

Existem diversas categorias para se associar à ABN, desde que seja, no mínimo, estudante de medicina. Cada uma varia pelo nível de estudo e pela área de atuação na neurologia, como, por exemplo, neurologia clínica. Para ser aceito, basta preencher os requisitos básicos e encaminhar uma solicitação de admissão.

Os membros da Academia usufruem do acesso a informações exclusivas e privilegiadas no portal da ABN, além de participarem de eventos importantes para a comunidade médica. Eles também têm contato com profissionais de várias regiões e criam laços fundamentais para suas carreiras.

Sobre a prova de título de Neurologia, é isso!

Agora que você conhece a ABN e sabe como a prova de título de neurologia da instituição funciona, que tal continuar lendo mais conteúdos para se preparar? Aqui, no nosso blog, você encontra diversos artigos que podem te ajudar. Aproveite para conferir nossos cursos também!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.