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Os 3 hospitais mais concorridos para fazer residência em Infectologia no SUS-SP

Você sonha em cursar a residência médica em Infectologia no SUS-SP? Então não tem jeito, mesmo fazendo a prova, conferindo o gabarito e esperando o resultado – que, segundo o edital, tem data de divulgação marcada para 29 de janeiro de 2021 – ainda bate aquela ansiedade para saber se a vaga no hospital desejado vai virar realidade. 

Isso porque os candidatos que se classificam na prova do SUS-SP podem escolher a instituição em que querem atuar, com base nas opções disponíveis no processo seletivo, claro. Essa escolha é o famoso leilão do SUS, que já explicamos bem pra você aqui no blog. A questão-chave desse momento é a seguinte: quanto melhor a classificação de uma pessoa, antes ela vai poder se matricular na instituição que almeja. 

Para os candidatos à residência médica em Infectologia, uma má notícia: são apenas 27 vagas dessa especialidade oferecidas no edital para acesso em 2021. Mas calma, tem um lado bom nessa história. Com 707 inscritos, a Infectologia ficou com a segunda menor relação candidato/vaga dessa edição, tendo em média 7,7 candidatos concorrendo a cada uma das vagas. Ganhou só de Medicina Física e Reabilitação, em que a concorrência foi de 2,3 candidatos por vaga. 

Ok, se há um pouco mais de esperança de conseguir um lugarzinho na residência, é hora de pensar bem em qual programa pode ser o melhor para você. Para te ajudar, vamos explicar sobre os 3 hospitais mais concorridos para fazer residência em Infectologia no SUS-SP logo abaixo!

Saiba quais são os 3 hospitais mais concorridos para fazer residência em Infectologia no SUS-SP

Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Vamos começar pela opção mais “sussa”, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. As aspas estão aí porque não é necessariamente fácil entrar lá; em compensação, é o programa de Infectologia com o maior número de vagas dessa edição: 20. Tá bom ou quer mais?

A instituição, que também é conhecida como Hospital Emílio Ribas, começou sua história lá atrás, em 1880, com o nome de Lazareto dos Variolosos e teve importante atuação no combate a epidemias que assustavam o mundo, como a varíola, a febre amarela, a febre tifóide, a meningite, entre outras. Nos anos 80, também foi um importante centro de acolhimento para pacientes de HIV. Ou seja, assistência médica com qualidade e tradição é lá mesmo! 

Fachada do Hospital Emílio Ribas, um dos mais procurados para se fazer a residência em Infectologia no SUS-SP
Hospital Emílio Ribas (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

Mas o que o Instituto de Infectologia Emílio Ribas tem a oferecer para os quem quer fazer residência em Infectologia no SUS-SP hoje? Pra começar, é um dos grandes centros de Infectologia do estado e até do país, com todos os atendimentos voltados para o SUS. Então se você quer adquirir uma experiência relevante para sua carreira, ter o Emílio Ribas no currículo é uma boa pedida. Afinal, dar conta da variedade e da complexidade desse universo enorme de casos vai tornar você um profissional bem preparado

Ao longo dos três anos de residência, você vai passar por rodízios no Hospital Universitário (HU) e no Instituto Dante Pazzanese, além de ter vivências no Pronto Socorro, na UTI,  na Pediatria etc. A mão na massa é maior a partir do segundo e do terceiro ano em enfermarias de adultos e crianças e ambulatórios de subespecilidades, como HIV/AIDS, hepatites, fungos, tuberculose, entre outras. Isso sem contar que no terceiro ano você pode escolher fazer estágios fora de São Paulo ou até mesmo do país

Já imaginou ter contato com tudo isso e ainda estar perto de grandes profissionais da área? Então essa pode ser sua primeira opção! De quebra, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é super acessível, pois fica próximo à estação de metrô Clínicas (linha verde), em São Paulo, que também é pertinho da Avenida Paulista. Mobilidade nota 10, igual à residência!

Ah, e se você quer saber ainda mais sobre o assunto, é bom dar uma olhada no podcast Finalmente Residente. Nele, recebemos convidados que falam sobre suas vivências nas mais variadas residências e instituições do país! O mais interessante nisso tudo é que você pode ouvir a voz da experiência e conhecer os principais aspectos dessa etapa por meio de quem vive (ou viveu) com afinco a vida de residente. A Juliana Morás, por exemplo, contou um pouco pra gente sobre a residência no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ela é fera, então, corre lá pra conferir!

Hospital de Heliópolis

Você provavelmente já ouviu falar do Complexo Hospitalar de Heliópolis, que destinou 4 vagas à Infectologia pelo edital do SUS-SP em 2021. É pouco mesmo, mas calma, não é impossível chegar a essa instituição, que também é uma das mais concorridas na residência de Clínica Médica e várias outras especialidades.

Muita gente sonha em atuar no local, que já tem mais de 50 anos de história e uma estrutura enorme, com 330 leitos e cerca de 12 mil atendimentos por mês. E a estrutura precisa ser grande mesmo, já que o Hospital de Heliópolis recebe não só a população da Zona Sul de São Paulo, como também de algumas cidades próximas que ficam na região do Grande ABC. 

Fachada do Hospital Heliópolis, também entre os mais procurados para se fazer a residência em Infectologia no SUS-SP
Hospital Heliópolis (Imagem: Patrícia Zeppellini/A2Fotografia)

Bastante gente, né? Então se prepara, porque a rotina da residência vai ser intensa — o que é ótimo para adquirir experiência, colocar a mão na massa e aprender muito! Casos variados em uma instituição renomada e tradicional são um sonho para um futuro infectologista, não é mesmo?

O acesso ao Hospital é tranquilo e a estação de metrô Sacomã (linha verde) é a mais próxima — de ônibus, o percurso entre esses dois pontos leva de 5 a 10 minutos. Um diferencial nesse caso é pra quem não curte muito morar na cidade de São Paulo, que também pode apresentar custos de vida elevados, já que o Hospital do Heliópolis fica bem perto de outras cidades, como São Caetano do Sul, o município com melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil. Já tá se imaginando por lá?

Hospital Santa Marcelina

Por fim, mas não menos importante, vamos falar do Hospital Santa Marcelina, um dos mais procurados da residência do SUS-SP em diversas especialidades! Por ser uma das instituições mais visadas desse processo seletivo, as vagas costumam acabar rapidinho e, aqui na nossa lista, ela é a que tem menos posições disponíveis em Infectologia: apenas 3.

O que explica toda essa procura é a tradição e o tamanho do hospital. O Santa Marcelina existe desde 1961 em São Paulo e é o maior hospital da Zona Leste inteira. Os atendimentos já impactaram a vida de muitas pessoas e vários médicos competentes foram preparados lá por grandes profissionais da Medicina. 

Hospital Santa Marcelina, um dos mais concorridos para se fazer a residência em Infectologia no SUS-SP
Vista do Hospital Santa Marcelina

Graças a uma boa estrutura tecnológica, no primeiro semestre de 2020 foram realizados dois milhões de exames, 229 mil atendimentos ambulatoriais, 114 mil atendimentos em pronto-socorro e 8,7 mil cirurgias. São 4 mil colaboradores e cerca de mil médicos atuando no Hospital. Imagine conviver com tantos profissionais de áreas diferentes, quanta troca e quando aprendizado!

O único ponto que pode não ser tão atrativo é a localização, já que o bairro de Itaquera é distante do centro e das demais zonas de São Paulo. Mesmo assim, você consegue chegar com apenas um ônibus que parte da estação de metrô Corinthians-Itaquera (linha vermelha), percorrendo um trajeto que dura cerca de 15 minutos. 

A influência da pandemia de covid-19 nas residências de infectologia

A verdade é que 2020 bagunçou absolutamente todas as esferas da nossa vida, né? E com a residência não podia ser diferente. Muitos serviços tiveram sua rotina alterada em função da abertura de novas alas hospitalares (os famosos “covidários”) dedicadas exclusivamente para o atendimento dos pacientes com covid-19. Nesse bolo, a infectologia foi uma das principais afetadas!

Então, se você planeja começar a residência em março de 2021, tenha em mente que provavelmente seu R1 ainda será um pouco turbulento e com alguma carga horária voltada para o atendimento das vítimas do Sars-CoV-2, nas enfermarias, PS e UTIs específicas. Porém, esperamos que a rotina do serviço se normalize logo!

Conseguiu escolher o hospital para fazer residência em Infectologia no SUS-SP?

E agora, José? Qual programa escolher? Respira, a resposta está dentro de você. O que pode ajudar nesse momento é pensar em qual instituição se alinha mais com seus objetivos profissionais e selecionar aquela que trouxer mais contribuições para sua carreira

Vamos pensar juntos: se o seu foco é ser residente em uma instituição de referência na área de Infectologia, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o lugar certo, uma vez que você vai ter contato com profissionais altamente especializados. Por outro lado, se você valoriza o contato com outras especialidades e quer aprender sobre casos mais variados, o Hospital Heliópolis e o Hospital Santa Marcelina vão proporcionar melhor essa troca, já que oferecem atendimento em diversas áreas. 

De qualquer forma, os três hospitais são ótimos, e o que determina mesmo para qual você vai é a sua classificação. Ou seja: o jeito é arrepiar na prova para ter todas as opções na mão!

Se você está mirando o processo seletivo do SUS-SP, já dá uma olhada no nosso Guia Estatístico do SUS-SP, que traz os principais temas e focos que mais caem nessa prova – não tem desculpa pra não chegar lá super afiado, hein?

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.