Neonatologia e Pediatria: o caminho para a especialização

Neonatologia e Pediatria são duas áreas superimportantes para a saúde humana. Afinal, são as responsáveis por acompanhar a criança desde o nascimento até a adolescência. Ambas caminham lado a lado e, por isso, se você pensa em se especializar em uma, deve considerar se aprofundar na outra.

Entre diagnósticos, tratamentos clínicos, exames e cirurgias, o médico precisa estar bem-preparado para lidar com as rápidas mudanças no crescimento e desenvolvimento do paciente. Por isso, a residência médica é a melhor experiência para ver tudo isso de perto e entender, de maneira específica, como intervir positivamente para o bem-estar dos pequenos.

Quer saber um pouco mais sobre como é o caminho para a especialização em Neonatologia e Pediatria? Contamos tudo o que você precisa saber neste artigo. Continue a leitura!

Residência em Pediatria: o primeiro passo

Para se tornar um neonatologista, o primeiro passo é a residência médica em Pediatria. Hoje, existem mais de 200 instituições médicas no Brasil que oferecem um programa de residência na área. Ou seja, basta pesquisar a respeito das possibilidades para iniciar seus estudos em uma delas.

Em geral, o processo seletivo pode conter etapas como prova escrita, prova prática, entrevista e análise de currículo. Ele costuma acontecer uma vez ao ano. Antigamente, a duração da residência em Pediatria era de dois anos. No entanto, a partir de 2019, passou a ser de três anos.

Essa é uma especialidade de acesso direto. O programa de residência conta com cerca de 60 horas de trabalho semanal, entre atividades rotineiras e um período menor dedicado aos plantões. A maioria do conteúdo abordado é de cunho prático, mas a dose de teoria está presente também.

Logo no início da residência, é possível ter contato com disciplinas voltadas para Neonatologia. Além disso, o aluno estuda e realiza atividades relacionadas a:

  • centro obstétrico;
  • enfermaria de Pediatria;
  • ambulatórios de Puericultura;
  • Unidade de Terapia Intensiva;
  • ambulatórios de especialidades;
  • serviços de urgência e pronto-atendimento.

Tudo devidamente supervisionado e orientado por tutores experientes. Após a conclusão da residência, o médico já pode se inscrever para obter o registro do Conselho Regional de Medicina.

Desde já, é possível perceber que Neonatologia e Pediatria se complementam, certo? Mas vamos lá, porque ainda tem mais coisas sobre o assunto que você precisa saber.

Neonatologia e Pediatria: mais um passo para a especialização

Depois de finalizar a residência em Pediatria, é fundamental que o médico continue a se especializar. Ele pode se dedicar a participação em eventos, cursos, palestras, congressos, formação no exterior e muito mais. É essencial se manter sempre atualizado para melhorar o atendimento e trazer mais confiança para os pacientes e familiares.

Outra entre as opções para isso é fazer residência em Neonatologia. E assim, se tornar efetivamente um neonatologista. O foco desse profissional é no cuidado com o recém-nascido. Por este motivo, ele já entra em ação durante a gestação do bebê.

Acompanha e analisa os exames apresentados pela mãe e apresenta diagnósticos e pareceres de acordo com os resultados. Depois do parto, o neonatologista é o primeiro especialista a ter contato com o recém-nascido. Esse início de vida é considerado de ouro.

Isso porque, caso o bebê apresente disfunções, nasça prematuro ou necessite de cuidados especiais, é o neonatologista quem presta o atendimento. E assim, pode ajudar a evitar sequelas que tragam maiores problemas pelo resto da vida da criança.

Se o bebê vem com saúde, a atenção do médico é igualmente importante. Afinal, os primeiros exames devem acontecer em pouco tempo, tanto para tranquilizar a mãe quanto para que os pacientes tenham alta assim que possível e sigam para casa.

A partir disso, o neonatologista prossegue com os atendimentos pelos próximos 28 dias de vida da criança. Após esse período, o cuidado passa a ser do pediatra. Por isso, a especialização em Neonatologia e Pediatria é tão buscada. Um neonatologista pode atuar como pediatra, mas o pediatra precisa da residência em Neonatologia se quiser especificamente atender apenas recém-nascidos.

A residência em Neonatologia

O programa de residência em Neonatologia tem a duração de dois anos, e um regime de dedicação exclusiva. Pode ser feito imediatamente após a conclusão da residência em Pediatria ou um tempo depois. A carga horária também é de 60 horas semanais práticas, sendo que o restante é dedicado a aulas teóricas, seminários e pesquisas.

O processo seletivo, por sua vez, segue o mesmo padrão de etapas da Pediatria e da maioria das áreas médicas. É preciso ficar atento apenas na escolha da instituição para cursar a residência, pois a quantidade de opções é menor: as mais famosas são a USP, a UERJ e a UFMG.

Desde o início do estágio, o residente enfrenta rotinas de parto e de cuidados intensivos com recém-nascidos. A complexidade aumenta conforme o andamento da residência e a experiência adquirida. O tempo de atuação na Unidade de Terapia Intensiva também cresce, na medida em que o profissional começa a lidar com recém-nascidos prematuros ou em condições especiais que necessitem de internação.

A experiência prévia na Pediatria é indispensável nesse trabalho, pois com base nela o profissional já está familiarizado com uma série de procedimentos, tratamentos e diagnósticos possíveis. O que pode ajudar na previsão de desenvolvimento da criança e no que é melhor para que ela se desenvolva ou recupere a saúde.

É isso!

E então, gostou de saber um pouco mais sobre o caminho para a especialização em Neonatologia e Pediatria? Se você acredita que quer segui-lo, saiba que será preciso ter muita responsabilidade e dedicação, desde a graduação até o fim de ambas as residências. Por isso, que tal começar a se preparar o quanto antes para ter uma carreira de muito sucesso?

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Até mais, moçada!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.