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O que é a radiologia intervencionista: saiba tudo sobre a área e como se especializar

Índice

Você já ouviu falar de Radiologia Intervencionista? Esta é uma especialidade relativamente pouco conhecida, mas que tem crescido bastante nos últimos tempos e, por isso, necessita de profissionais atualizados e bem preparados para atuar.

Também chamada de terapia guiada por imagem, conta com procedimentos rápidos e precisos que facilitam os diagnósticos e a terapêutica. E que trazem muito mais conforto e tranquilidade para o paciente.

Imagine realizar procedimentos pouco invasivos em pacientes que acabam tendo um período reduzido de internação e rapidamente podem voltar às suas atividades normais. Além disso, as intervenções têm possibilidades de sucesso bem grandes. Todo mundo sai ganhando com a Radiologia Intervencionista!

Que tal se informar um pouco mais a respeito dessa área e como se especializar? Confira tudo o que você precisa saber a seguir!

A Radiologia Intervencionista é uma subespecialidade bastante cogitada por quem faz a residência em Radiologia. Mas você sabe o que é Radiologia Intervencionista?
Quer saber tudo sobre radiologia intervencionista? Continue com a gente!

E se você é médico e tem dificuldades interpretando raio-x de tórax e abdome, sugiro dar uma olhada no nosso e-book gratuito ABC da radiologia: raio-x de tórax e abdome. Lá nós te damos um passo a passo para a interpretação de radiografia simples de tórax e abdome, ideal para você dar o pontapé inicial nos seus estudos sobre o raio-x e ficar por dentro deste que segue sendo o método de imagem mais disponível nos serviços no Brasil!

O que é Radiologia Intervencionista?

A Radiologia Intervencionista é uma subespecialidade médica na qual a radiologia deixa de ser apenas uma ferramenta de diagnóstico e passa a ser utilizada também no tratamento das doenças.

E o que é procedimento intervencionista? Nessa especialidade, ocorrem intervenções cirúrgicas minimamente invasivas guiadas por imagens. Os procedimentos, em geral, são realizados de forma percutânea (radiologia intervencionista não vascular) ou endovascular (radiologia intervencionista vascular).

Isso significa que é preciso fazer pequenas punções no paciente, para que fios, cateteres e drenos sejam inseridos. E, assim, guiados até a parte do organismo que precisa de tratamento específico.

Como resultado, as imagens são transmitidas em telas e gravadas para posterior análise. Ou ainda, impressas e arquivadas ao longo do tratamento. Tudo acontece de forma rápida e eficiente, e o paciente não precisa de longos períodos de internação para se recuperar depois (com frequência, o paciente sequer fica internado! Incrível, né?).

O que a Radiologia Intervencionista trata?

O médico intervencionista se sobressai, principalmente, no tratamento de doenças oncológicas, como:

  • tumores hepáticos;
  • lesões hepáticas metastáticas de cólon;
  • carcinoides e melanoma ocular;
  • complicações no transplante de fígado.

Quais são as tecnologias envolvidas na Radiologia Intervencionista?

As tecnologias de imagem utilizadas nesta especialidade são variadas. As principais são: 

  • angiógrafo;
  • tomografia computadorizada;
  • ​radiologia convencional com fluoroscopia;
  • ressonância magnética;
  • ultrassonografia.
Exemplo de tomografia computadorizada, algo com que os estudantes de Radiologia Intervencionista terão de se acostumar
Exemplo de tomografia computadorizada (Créditos: Socesp)

Quais os procedimentos realizados em Radiologia Intervencionista?

A partir da definição da tecnologia, é possível realizar também uma infinidade de procedimentos. Como, por exemplo:

  • drenagens – introduzidos de forma percutânea, para retirar coleções líquidas do abdome, do tórax ou da pele;
  • angioplastias – introduz-se um tubo de forma percutânea, para remover placas de gordura em artérias bloqueadas;
  • gastrostomia – tubo que pode ser introduzido de forma percutânea ou cirúrgica, para a incorporação de uma sonda alimentar.
  • tratamento para aneurismas – procedimento via endovascular, realiza-se normalmente a embolização;
  • angiografias – também conhecido como arteriografia, é um procedimento percutâneo de inserção de um cateter para realizar imagens da artéria;
  • biópsias – coleta de amostra através de agulhas, pinças ou bisturi para a análise laboratorial.

Características deste profissional

Bom, assim como em toda especialidade, na Radiologia alguns conhecimentos, habilidades e atitudes específicos são bastante valorizados – e isso não varia muito quando o assunto é Radiologia Intervencionista.

Basicamente, um médico radiologista precisa gostar do raciocínio clínico e da propedêutica diagnóstica. Além disso, deve estar preparado para deixar a posição de assistência direta ao paciente – pois é, ele sai um pouco daquela imagem comum do médico que vai ter o contato direto com o paciente, mas o papel dele na investigação e no diagnóstico são essenciais nos tratamentos!

Aqui no blog já conversamos com um especialista em Radiologia que contou tudo sobre a área e as características mais valorizadas, que também se aplicam a quem deseja seguir pela Radiologia Intervencionista, então sugiro fortemente dar uma olhada aqui.

Como anda o mercado de trabalho para esta área?

No Brasil, ainda existem poucos profissionais especializados em Radiologia Intervencionista. A maioria é encontrada somente em cidades maiores e grandes hospitais.

Por este motivo, o mercado de trabalho para a área está cheio de oportunidades. A medicina moderna preza cada vez mais por tratamentos pouco invasivos e rápidos, e por isso a demanda por especialistas é alta.

Além disso, novas tecnologias surgem a todo momento. Contar com profissionais prontos para administrá-las e atualizarem seus conhecimentos é essencial.

Um radiologista invervencionista pode atuar em várias modalidades médicas: Cirurgia Geral, Cirurgia Cardiovascular, Neurocirurgia, Oncologia, urologia e muito mais. Ou seja, há muitas possibilidades para se estabilizar profissionalmente e construir uma carreira de sucesso.

Como se especializar: Residência em Radiologia Intervencionista

É importante frisar que um tecnólogo em radiologia não pode atuar nesta modalidade. Para que você trabalhe na área, é obrigatório ter formação de nível superior em Medicina e se especializar em Radiologia Intervencionista posteriormente.

O programa de residência médica para a especialidade dura dois anos, mas o profissional precisa ter feito residência em Radiologia antes – que, por sua vez, dura cerca de três anos, e é oferecida por instituições como USP, USP-RP e Unifesp, entre outras.

Ou seja, para se especializar, o tempo médio é de cinco anos. Após esse período, você já é considerado apto ao título de radiologista intervencionista e pode começar a trabalhar de imediato.

E se você vai começar a se preparar para encarar a prova de residência médica, sugiro dar uma olhada no nosso e-book gratuito Os 15 bloqueios que te impedem de ser aprovado na residência para já começar com o pé direito, já vencendo os bloqueios mentais que atrapalham seus estudos e te impedem de ser aprovado na residência médica dos seus sonhos!

Agora você sabe o que é Radiologia Intervencionista!
Gostou de saber tudo sobre radiologia intervencionista?

É isso!

Como você pode perceber, a Radiologia Intervencionista vai crescer, e muito, nos próximos anos. Então, se você se interessa pela área, comece já a pensar na especialização para se tornar um profissional preparado e atualizado que poderá contar com uma boa remuneração no futuro.

Já te contamos como você pode se destacar nessa área, mas você já deve ter percebido que o caminho é longo e cansativo, afinal, a residência em Radiologia é uma das mais concorridas do país, especialmente entre as instituições mais buscadas de São Paulo. Bora começar a correr atrás desse sonho? Você pode começar essa jornada aqui com a gente, estudando do jeito certo e com direcionamento para chegar no fim do ano mandando bem em todas as provas de residência médica!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.