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3 impactos da pandemia no Hospital Emílio Ribas

O Hospital Emílio Ribas, que fica na zona oeste da capital paulista, é um hospital especializado em doenças infecciosas que absorveu grande parte da demanda de atendimento de Covid-19, sendo um dos primeiros a ter 100% dos leitos ocupados logo no começo da pandemia. E é sobre essa importante instituição e os efeitos da crise pandêmica que vamos falar! Vem com a gente saber quais são os 3 impactos da pandemia no Hospital Emílio Ribas. 

O Hospital Emílio Ribas

Para abordar os impactos da pandemia no Hospital Emílio Ribas, primeiro precisamos falar sobre a instituição em si. Especializado no tratamento de doenças infecciosas, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é uma das mais antigas instituições de saúde públicas do Brasil em atividade até hoje e com atendimento 100% direcionado aos usuários do SUS – Sistema Único de Saúde.

Localizado no chamado “Quadrilátero da Saúde” que abrange a Faculdade de Medicina, a Faculdade de Enfermagem, Faculdade de Saúde Pública e Instituto de Medicina Tropical, todos da USP, o Hospital Emílio Ribas fica pertinho do Hospital das Clínicas (HCFMUSP) e da estação de metrô Clínicas.

Há cerca de 130 anos, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas é reconhecido como um Hospital de Isolamento, por conta disso participou ativamente no combate à pandemia de COVID-19 no estado de São Paulo, tendo no seu início, em abril de 2020, 100% de ocupação dos leitos de UTI destinados a esse fim. 

Atualmente, o Hospital Emílio Ribas passa por um processo de reestruturação e modernização, sua complexidade é de nível terciário, mas onde é possível realizar consultas, exames laboratoriais e de imagem, procedimentos cirúrgicos e internações em um único lugar. Sua equipe altamente qualificada, confere ao hospital, desde o início do século XIX, o renome de ser um dos melhores centros de atendimento em doenças infecto-contagiosas do Brasil. 

Aqui, falar sobre a história do Hospital e sua estrutura. Focar no fato de ele ser referência em infectologia no Brasil.

3 impactos da pandemia do Hospital Emílio Ribas

O Hospital Emílio Ribas que iniciou sua história nos idos de 1880 com o nome de Lazareto dos Variolosos vem tendo desde então, importante atuação no combate a epidemias mundiais como a varíola, a febre amarela, a febre tifóide, a meningite, entre outras. Nos anos 80, também foi um importante centro de acolhimento para pacientes de HIV. Ou seja, é uma instituição que tradicionalmente presta assistência médica na área epidemiológica e na pandemia de COVID-19 não seria diferente. 

Na época em que o novo coronavírus eclodiu em São Paulo, os leitos de UTI do Hospital Emílio Ribas foram os primeiros a terem 100% de sua capacidade ocupados por pacientes com COVID-19 em estado grave. Antes da chegada do vírus, eram apenas 12 e em abril de 2020 a quantidade pulou para 30. Em 2021 já são 60 leitos de Unidade de Terapia Intensiva exclusivos para pacientes com COVID-19 que precisam de cuidados intensivos. Isso sem falar dos 66 leitos na enfermaria que durante o auge da pandemia operaram com taxa de ocupação entre 95% e 100%. 

Mas e agora? Como as coisas variaram no hospital conforme o tempo, em cada onda? No começo da pandemia, a insegurança era grande e o medo do desconhecido assolava os profissionais de saúde que atuavam na linha de frente. Era comum a carga de trabalho mais intensa e não ter hora para ir pra casa, mas ao longo do tempo, os médicos e enfermeiros entenderam melhor como lidar com a doença, desde seu modo de transmissão até o manejo clínico. O elevado número de óbitos trouxe algumas mudanças para o Hospital Emílio Ribas, como a criação de uma sala de acolhimento para as famílias enlutadas. Lidar constantemente com a morte, trouxe mais empatia e humanidade na hora de comunicar o óbito de um paciente aos seus familiares. 

Segundo o médico infectologista e diretor do Hospital Emílio Ribas em entrevista para o UOL Tab, Carlos Pereira Júnior, a segunda onda da pandemia veio marcada pelo aumento expressivo do número de casos, porém bem menos intensa no número de óbitos, já que os pacientes são internados mais cedo e a experiência com o manejo precoce melhorou a qualidade do atendimento e da saúde dos pacientes. 

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, apesar dos protestos dos profissionais de saúde em outubro de 2021, vem atendendo plenamente sua demanda, segundo a sua diretoria, que também afirma que a Secretaria Estadual da Saúde já investiu mais de R$ 9,6 milhões nos dois anos de pandemia para reforço de profissionais na unidade, somando 181 contratos por tempo determinado. Tudo isso para que houvesse aumento dos leitos e da assistência, e o crescimento do número dos profissionais que possibilitará em um futuro próximo, 34% de aumento na capacidade do hospital e as obras já estão em andamento e até o final da reforma, serão investidos R$ 130 milhões.

Durante a pandemia de COVID-19 o Hospital Emílio Ribas recebeu pacientes de São Paulo mas também vindos de outras localidades que precisavam de atendimento prioritário e a atuação dos residentes foi fundamental: muitos médicos residentes tiveram sua rotina de formação modificada, seja de forma direta ou não. Alguns fizeram e ainda fazem, parte da linha de frente no combate ao novo coronavírus e essas mudanças impactaram sensivelmente a residência médica , como por exemplo o aumento no número de óbitos e o fluxo intenso de internações, , a falta de equipamentos e insumos, bem como de material de EPI (Equipamento de Proteção Individual) e as longas e exaustivas jornadas de trabalho. 

Muitos residentes tiveram de deixar de lado a sua formação e aprendizado prático na sua especialidade para lidar com pacientes com COVID-19 em todo o país, no entanto, a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) já afirmou que os programas vai necessitar de flexibilidade para se adequarem à realidade sanitária atual e que a reposição das atividades regulares das residências médica será analisada e posteriormente divulgadas pela CNRM. 

A residência no Hospital Emílio Ribas

A instituição é considerada um grande centro de Infectologia do estado de São Paulo e até do país, com 100% de seus atendimentos voltados para o SUS e isso é o que torna a entidade atraente para muitos candidatos à residência médica. E o processo seletivo é pelo SUS-SP, então já sabe que a classificação importa sim porque interfere diretamente na hora do leilão das vagas do SUS. 

3 impactos da pandemia no hospital Emílio Ribas - saiba mais
Saiba mais sobre a residência no Hospital Emílio Ribas

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O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é um dos 3 hospitais mais concorridos para fazer residência em Infectologia no SUS-SP e também o que possui o maior número de vagas: são 20. Quem consegue uma das disputadissimas vagas no Hospital Emílio Ribas, vai ao longo dos três anos de residência, passar por rodízios também no Hospital Universitário (HU) e no Instituto Dante Pazzanese, além de ter vivências no Pronto Socorro, na UTI, na Pediatria e em diversas outras especialidades. A partir do segundo e do terceiro ano, vai poder pegar mão em enfermarias de adultos e crianças e ambulatórios de subespecilidades, como HIV/AIDS, hepatites, fungos, tuberculose, e ainda pode contar que no terceiro ano você pode escolher fazer estágios fora do Brasil. 

É isso!

Então vem com a gente botar esse sonho em prática, se preparando com foco e eficiência, porque a gente já viu que a oferta de vagas é grande, mas a concorrência também vem com tudo! E pra mandar bem nessa prova é preciso estudar do jeito certo e com direcionamento — e é justamente nisso que o Intensivo São Paulo vai poder te ajudar. O curso conta com 40 aulas direcionadas focadas exclusivamente na prova de residência médica do SUS-SP, além de contar com um Guia Estatístico Avançado com todos os temas e assuntos que mais caem em cada grande área na prova de residência médica do SUS-SP – assim vai poder direcionar bem melhor os seus estudos com questões! Clique AQUI e inscreva-se agora. 

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.