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Como entrar na residência em Medicina Intensiva

Quem aí está a fim de saber mais sobre a residência em Medicina Intensiva? Embora essa seja uma área médica recente, ela oferece um monte de oportunidades profissionais interessantes. Não é à toa que, a cada ano, a concorrência do programa nos processos seletivos das maiores universidades do país tem aumentado.

Além disso, a especialidade é muito importante e complexa, já que trata de pacientes em estado crítico. Então, dá para imaginar que você precisará se dedicar e estudar muito ao longo dos anos como residente, concorda? Entretanto, esse é o caminho para ter uma atuação de muito sucesso e contribuir efetivamente para a recuperação e reabilitação de pacientes.

Quer saber um pouco mais sobre o que a Medicina Intensiva oferece? Está no lugar certo! Continue a leitura e descubra tudo sobre a especialização.

O que é Medicina Intensiva

A Medicina Intensiva surgiu na segunda metade do século XX, quando os profissionais da área médica perceberam a necessidade de uma especialidade voltada para a atenção a pacientes críticos. Esse trabalho deveria ter o apoio da tecnologia para o suporte de vida e cuidado de falências orgânicas consideradas graves.

Sendo assim, o médico intensivista fica responsável por aqueles pacientes que dependem inteiramente de atendimento, já que se encontram em estado crítico. Ele trabalha em conjunto com uma equipe multidisciplinar dentro da UTI, mas é considerado o líder dessa atuação que acontece em conjunto.

Sua rotina é bastante complexa e repleta de desafios. É preciso visitar pacientes com frequência, realizar exames e atendimentos de revisão e elaborar planejamentos de tratamentos individualizados. É preciso também fazer reuniões com médicos assistentes, porque depois da alta, serão eles que acompanharão sua evolução mais de perto.

Atuar em regime de plantão é uma realidade nessa especialidade. Ele tem pelo menos 10 leitos sob sua supervisão, além de autonomia para realizar procedimentos como traqueostomia percutânea, intubação endotraqueal e ventilação mecânica, inserção de drenos torácicos, ultrassonografia à beira do leito, cateterização arterial, entre outros.

Como entrar na residência em Medicina Intensiva

Se interessa por essa área? Então prepare-se para enfrentar um período um pouco mais longo de estudos. Isso porque a residência em Medicina Intensiva não é de acesso direto, ela possui pré-requisito. Mas as especialidades que possibilitam seu ingresso ao programa são várias. Veja só!

Com base nessa lista, basta que você decida qual especialidade atrai seu interesse e tem mais a ver com seus objetivos dentro da Medicina Intensiva, para complementar sua atuação. Essa é uma maneira, inclusive, de deixar o seu currículo mais completo e direcionar ainda mais o trabalho que você faz.

A residência em Medicina Intensiva

Saiba mais sobre a residência em Medicina Intensiva
Saiba mais sobre a residência em Medicina Intensiva

A residência em Medicina Intensiva tem a duração de 2 anos, além do pré-requisito necessário para cursar. A carga horária do programa tem, em média, 60 horas semanais. Elas são divididas em 80% de atividades práticas e 20% de atividades teóricas, entre aulas, discussões de caso, reuniões e pesquisas.

Todas as atividades são supervisionadas por preceptores e tutores. O residente passa por ambulatórios, enfermarias, mas, principalmente, atua em Unidades de Terapia Intensiva. Seu treinamento consiste em uma série de práticas de terapia intensiva, como, por exemplo:

  • ressuscitação e controle inicial do paciente agudamente enfermo;
  • diagnóstico;
  • interpretação de dados;
  • intervenções terapêuticas;
  • suporte a sistemas orgânicos;
  • monitoramento e controle de condições de falência única ou múltipla de órgãos;
  • segurança e transporte do paciente, entre outros.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho apresenta ótimas oportunidades para o médico intensivista. Ele pode atuar tanto na rede pública quanto na privada, ou ainda conciliar as duas modalidades.

É importante lembrar que, em comparação a outras especialidades, essa é relativamente mais estressante. As jornadas de trabalho são longas e o profissional está mais exposto a riscos.

Entretanto, há uma demanda alta por esse especialista em todo o país. Algo que se tornou ainda mais visível com a pandemia e a necessidade de cuidados especiais para pacientes em estado grave da Covid-19.

Em média, o médico trabalha 26 horas semanais. Os salários variam conforme a carga de trabalho, a região do país, o local de atuação e o grau de responsabilidade do médico, mas podem ultrapassar R$15 mil.

Possibilidades de atuação

A Medicina Intensiva garante várias áreas de atuação para o profissional, que pode lidar com muitos perfis de pacientes de UTIs gerais ou especialidades. É possível trabalhar com:

  • monitoramento em UTI;
  • pós-operatório e recuperação anestésica;
  • controle rigoroso de fisiologia;
  • agressões agudas possivelmente reversíveis;
  • trauma grave, e muito mais.

Vale ressaltar mais uma vez que, seja qual for a área escolhida, a vida do médico intensivista é basicamente pautada em plantões. As cargas são muito longas e é por isso que a tendência nos últimos anos é que o valor pago por hora esteja aumentando.

Como consequência, ao finalizar sua jornada, dificilmente o profissional precisa ser chamado para alguma atividade além da sua jornada de praxe. É importante lembrar, também, que esse médico tem um dia a dia muito próximo ao de seus pacientes.

Ou seja, ele passará muito tempo prestando apoio psicológico a eles e a seus familiares. É fundamental ter paciência, empatia e serenidade para encarar os casos mais complexos e alarmantes e ainda oferecer esse tipo de atendimento humanizado para assegurar o bem-estar de todos que estão expostos a situações de gravidade e estresse.

Mesmo com o auxílio da equipe multidisciplinar, é o médico intensivista que encabeça todas as orientações para tratamentos e terapias intensivas. Portanto, a responsabilidade é grande.

E aí, curtiu saber mais sobre como a residência em Medicina Intensiva funciona? Se essa é mesmo a especialidade que você deseja cursar, não dê mole e comece a se preparar desde já. O caminho para as provas é longo, e é fundamental que você saiba exatamente o que te espera ao longo do processo seletivo da residência, assim como da trajetória de estudos. Então, aproveite nosso e-book gratuito sobre Como brilhar nas provas práticas de residência médica e explore o quanto antes as táticas e estratégias que vão garantir o seu sucesso!

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Ana KarolineBittencourt Alves

Ana Karoline Bittencourt Alves

Catarinense nascida em 1995, criada em Imbituba e apaixonada por uma praia. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2018, com residência em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo (USP-SP 2019-2021) e professora de Clínica na Medway. "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender" - Paulo Freire.