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Gastos do SUS chegam a 300 milhões por inatividade física dos brasileiros

Sabia que a inatividade física dos brasileiros representa uma parcela altíssima de gastos dos SUS? São mais de 300 milhões de reais destinados somente a internações decorrentes de problemas relacionados ao sedentarismo, segundo uma estimativa realizada pela Universidade Federal Fluminense, ao observar diferentes regiões do país.

A falta de políticas públicas destinadas para programas de promoção de atividade física é uma das justificativas para um valor tão expressivo. Mas existem, também, outras carências que influenciam bastante esse resultado: e, se você investir em determinadas residências médicas, pode fazer parte de uma transformação muito necessária para as melhorias da rede pública de saúde e do bem-estar da população.

Que tal saber um pouco mais sobre o assunto? Continue a leitura deste artigo para entender outras implicações da pesquisa!

Os gastos do SUS em relação à inatividade física dos brasileiros

Gastos do SUS chegam a 300 milhões por inatividade física dos brasileiros
Gastos do SUS chegam a 300 milhões por inatividade física dos brasileiros

A pesquisa foi aplicada em grupos de pessoas com mais de 40 anos de idade. Os resultados, então, foram cruzados com outros dados do SUS, principalmente aqueles que demonstravam custos de hospitalização. O estudo ocorreu em 2019, antes da pandemia e a intenção é de que os números sejam atualizados ainda esse ano para um comparativo.

Gastos do SUS: Doenças crônicas

Outra justificativa para esses significativos gastos do SUS é a incidência de doenças crônicas não transmissíveis. Muitas delas, bastante comuns, como:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • doenças isquêmicas do coração;
  • entre outras.

Seja em maior ou menor medida, todas elas têm alguma correlação com a inatividade física. Apesar disso, com o devido acompanhamento médico e profissional, é possível incorporar atividades apropriadas para cada caso e paciente, mas muita gente não tem acesso ou interesse a essas informações.

Gastos do SUS: Nível de escolaridade e renda

Ainda há questões importantes, como nível de escolaridade e renda, associadas à inatividade física da população brasileira. O sedentarismo, segundo a pesquisa, é muito maior entre pessoas com sete anos ou menos de escolaridade (57,92%), em comparação com quem tem 12 ou mais anos de escolaridade (41,18%).

Além disso, a inatividade é maior entre as mulheres do que entre os homens. Novamente, nesse cenário, quanto menor o nível de escolaridade, maior o nível de inatividade.

Dessa maneira, fica nítida a importância da promoção de exercícios físicos e de como ela é parte integrante de uma política de saúde consistente. Hoje, cerca de 88% dos municípios brasileiros contam com ações voltadas para essa finalidade, mas a adesão ainda é insatisfatória.

Para completar, não existem muitas atividades e iniciativas de inclusão social para a população mais jovem, que sejam voltadas para a educação física. Nas comunidades carentes, as oportunidades são ainda menores, porque não há ações contínuas e nem projetos específicos destinados para pessoas com deficiência. Há, inclusive, uma falta de perspectiva enorme para quem pensa em se dedicar ao esporte: apenas 0,024% dos gastos federais são voltados para esse objetivo.

Gastos do SUS: Cenário mundial

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou dados que comprovam que, no cenário mundial, a inatividade física atinge mais de 20% da população adulta e 80% da população adolescente. É isso mesmo! Um em cada cinco adolescentes não praticam nenhum tipo de atividade física regular.

Além disso, na América Latina, 39,1% da população é fisicamente inativa. A maior prevalência de inatividade é aqui mesmo, no Brasil. Cerca de 47% da população nem mesmo atinge os níveis mínimos de prática física recomendados.

Qual residência médica ajuda a combater esse problema diretamente?

Muitas especialidades ajudam a combater esse problema e, inclusive, contribuem para reduzir os gastos do SUS em relação a ele. Entretanto, duas delas atuam diretamente na questão de forma preventiva: a Medicina do Esporte e a Medicina de Família e Comunidade. Confira um pouco mais sobre cada uma delas!

Medicina do Esporte

A Medicina do Esporte é uma especialidade que investiga e acompanha os efeitos das atividades físicas em pessoas saudáveis ou doentes. A partir dos resultados, o médico pode prevenir, reabilitar ou tratar lesões, dores e doenças variadas.

Essa especialidade também indica exercícios e atividades adequadas para cada tipo de paciente. Ao longo da prática, são realizados exames e avaliações que monitoram o desempenho do ambiente.

O trabalho desse médico acontece em conjunto com o de outros especialistas, como o cardiologista e o ortopedista. O médico do trabalho tem oportunidades de atuar em:

  • hospitais;
  • clínicas;
  • à frente de seu próprio negócio;
  • em clubes de diversos esportes;
  • na rede de saúde pública.

Em nosso podcast, você confere mais sobre a experiência de alunos da USP-SP nessa especialidade. Vale a pena descobrir um pouco mais, não é mesmo?

Medicina de Família e Comunidade

A Medicina de Família e Comunidade, por sua vez, é responsável pela assistência completa e continuada do indivíduo e da família. O especialista atende pessoas de todas as idades e ambos os sexos, não apenas quando existe algum problema de saúde.

Ele também contribui para a realização de ações de prevenção, cura e reabilitação. Além disso, visa atender a problemas trazidos pela comunidade, por meio de atividades em grupo e demais articulações comunitárias que tenham como objetivo a organização política e social dessas pessoas.

O médico de família e comunidade pode atuar em ambulatórios, realizar pequenos procedimentos, fazer visitas domiciliares, participar de reuniões de equipe e se responsabilizar por processos administrativos. Em geral, tudo isso ocorre em postos de saúde, com o auxílio de equipes multidisciplinares. Aproveite para escutar outro podcast, com convidados residentes dessa especialidade, que passaram na USP-RP!

Como você pode ver, são condições muito alarmantes, certo? Mas a Medicina tem um papel fundamental no diagnóstico e na prevenção desse tipo de problema. Portanto, você, futuro residente e médico, tem o poder de fazer com que isso mude.

E então, gostou de entender um pouco melhor sobre a destinação dos gastos do SUS, o problema da inatividade física dos brasileiros e como fazer para combater esse problema? Manter-se atualizado a respeito desses temas também faz parte da rotina de um médico, portanto, fique sempre de olho nas novidades.

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MarcosMarangoni Junior

Marcos Marangoni Junior

Paulistano nato, criado nas ruas do Ipiranga, médico ginecologista e obstetra formado na UNICAMP, mestrando em Saúde Reprodutiva pela UNICAMP, e professor da Gineco-Obstetrícia da Medway. Só nasce grande filhote de monstro.